
A intenção deste post é desconstruir uma crítica muito mal feita a um dos maiores compositores setentistas do nosso país.
Antônio Carlos Gomes BELCHIOR Fontenelle Fernandes lançou seu primeiro disco em 1974,“A palo seco”. Antes disto Belchior já tinha uma música gravada por Elis Regina, "Mucuripe", a mesma música foi ainda escolhida para fazer parte do disco de bolso do Pasquim, jornal alternativo da época.
Os discos que seguiram a carreira de Belchior ainda na década de 70, como, Alucinação (76), Coração Selvagem (77), Todos os Sentidos (78) e Era uma Vez Um Homem e Seu Tempo (79) - são preciosidades, composições como -“Hora do Almoço”, “Paralelas”, “A Palo Seco”, “Como Nossos Pais”, “Divina Comédia Humana”, “Galos, Noites e Quintais”, “Pequeno Perfil de um Cidadão Comum”, “Coração Selvagem”, “Todo Sujo de Batom”, “Apenas um Rapaz Latino-americano” e algumas outras que merecem menção mas desisto de enumerá-las, são inexplicavelmente brilhantes, sutis e implícitas, de cunho social e cultural avantajado frente àquela rapaziada que povoou na mesma época a MPB (com o nome de Pessoal do Ceará, entre eles, Fagner, Ednardo, Rodger de Rogério, Wilson Cirino, Fausto Nilo, Téti e Amelinha).
O comentário impertinente divulgado na internet ao qual estou me refiro pode ser encontrado neste endereço: http://desciclo.pedia.ws/wiki/Belchior
Ignorando os fatos não verídicos, as críticas mal-fundamentadas; uma frase é gritantemente equivocada:
"Durante toda sua vida, Belchior criou muitas duas músicas: ", segundo o escritor desta... como posso chamar isto? Enfim, segundo esta pessoa com pouquíssimo conhecimento sobre o assunto que escreve, os únicos dois sucessos de Belchior teriam sido: "Apenas um rapaz latino-americano" e "Medo de avião".
O mais intrigante é acreditar que este humor abobalhado certamente faz rir uma platéia medíocre e alienada.
Faço um apelo desesperado a vocês meus colegas, futuros jornalistas e formadores de opinião, não engulam pseudo-humor. Não permitam que tamanhas besteiras sejam escritas e divulgadas sem uma resposta. Esta futura jornalista que vos escreve acredita que se esquivar de tais assuntos seria uma enorme falta de ética.
Aline Salvadori.
Antônio Carlos Gomes BELCHIOR Fontenelle Fernandes lançou seu primeiro disco em 1974,“A palo seco”. Antes disto Belchior já tinha uma música gravada por Elis Regina, "Mucuripe", a mesma música foi ainda escolhida para fazer parte do disco de bolso do Pasquim, jornal alternativo da época.
Os discos que seguiram a carreira de Belchior ainda na década de 70, como, Alucinação (76), Coração Selvagem (77), Todos os Sentidos (78) e Era uma Vez Um Homem e Seu Tempo (79) - são preciosidades, composições como -“Hora do Almoço”, “Paralelas”, “A Palo Seco”, “Como Nossos Pais”, “Divina Comédia Humana”, “Galos, Noites e Quintais”, “Pequeno Perfil de um Cidadão Comum”, “Coração Selvagem”, “Todo Sujo de Batom”, “Apenas um Rapaz Latino-americano” e algumas outras que merecem menção mas desisto de enumerá-las, são inexplicavelmente brilhantes, sutis e implícitas, de cunho social e cultural avantajado frente àquela rapaziada que povoou na mesma época a MPB (com o nome de Pessoal do Ceará, entre eles, Fagner, Ednardo, Rodger de Rogério, Wilson Cirino, Fausto Nilo, Téti e Amelinha).
O comentário impertinente divulgado na internet ao qual estou me refiro pode ser encontrado neste endereço: http://desciclo.pedia.ws/wiki/Belchior
Ignorando os fatos não verídicos, as críticas mal-fundamentadas; uma frase é gritantemente equivocada:
"Durante toda sua vida, Belchior criou muitas duas músicas: ", segundo o escritor desta... como posso chamar isto? Enfim, segundo esta pessoa com pouquíssimo conhecimento sobre o assunto que escreve, os únicos dois sucessos de Belchior teriam sido: "Apenas um rapaz latino-americano" e "Medo de avião".
O mais intrigante é acreditar que este humor abobalhado certamente faz rir uma platéia medíocre e alienada.
Faço um apelo desesperado a vocês meus colegas, futuros jornalistas e formadores de opinião, não engulam pseudo-humor. Não permitam que tamanhas besteiras sejam escritas e divulgadas sem uma resposta. Esta futura jornalista que vos escreve acredita que se esquivar de tais assuntos seria uma enorme falta de ética.
Aline Salvadori.
