segunda-feira, 31 de maio de 2010
A tecnologia na redação da MultiTV
Abordando um editor e um repórter de um meio de comunicação para conhecer o dia-a-dia da redação e como isso mudou com o advento da tecnologia.
Nas palavras do editor chefe da MultiTV, Edson Tarram, as modernidades da comunicação mudaram completamente a rotina da redação. O chefe acredita na necessidade dos recém formados detentos do domínio tecnológico e dos veteranos defensores e proprietários do conteúdo teórico e crítico.
Para o repórter Giuliano Biondi, o diploma não significa o fim. "Ainda sou novo, acabei de me formar e sei que tenho muito o que aprender. Na verdade, sei que terei o que aprender a vida inteira", conclui.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A tecnologia na rádio CBN

Diego Fernandes e Luiz Henrique Alves
Editora chefe – Elci Nakamura
Qual é o perfil de repórter que você quer na rádio nos próximos cinco anos?
Um profissional que duvide, que questione sempre e nunca aceite a primeira informação como verdadeira. O jornalista tem que desenvolver o seu “faro” para discernir o que é notícia e vale divulgar para o ouvinte e o que é factóide e autopromoção.
Como seria uma redação ideal, um jornalista mais novo com uma mais velho ou só novos?
A integração entre os jovens e os mais velhos é bastante saudável em uma redação. A vontade de aprender e a ousadia dos novos junto com a experiência e capacidade de discernimento dos mais velhos podem resultar em um interessante equilibro para o bom trabalho numa redação.
Que tipo de conhecimento é mais importante (para trabalhar na CBN)?
Um jornalista não pode nunca achar que sabe o suficiente. É preciso manter acesa a ânsia de saber mais, conhecer mais, experimentar mais. É fundamental gostar de ler. Quem lê tem vocabulário, e quem tem vocabulário consegue escrever um bom texto.
O que não deve mudar?
Profissionais comprometidos com a missão de informar com responsabilidade, ter humildade para reconhecer as falhas e aceitar as críticas e ter a mente aberta para as mudanças.
Luciana Peña – Repórter
Sua rotina mudou com a multimídia?
Sim, mudou e muito! Comecei a trabalhar com máquina de escrever e hoje é tudo pelo computador. Mas tudo ficou mais fácil. Antes, eu perdia muito tempo procurando telefones na lista telefônica, por exemplo, agora busco informações dos entrevistados na web.
Você teve que desenvolver novas habilidades para trabalhar com esse novo formato?
Tive que aprender as técnicas de informática e a trabalhar com novos programas, principalmente com os de edições.
Agora que tudo é mais rápido, ainda se persegue “o furo”?
Ainda tem “o furo”, sim, mas é difícil. Nunca se sabe quem realmente deu a notícia primeiro. O mais importante é prezar pela qualidade do que se produz.
A pauta ficou mais complexa?
Não é que ficou mais complexa. Hoje é preciso tomar decisões rápidas, ser criterioso e saber o que vale e o que não vale a pena tratar.
O jornalismo de opinião e mais analítico vai voltar?
Ele nunca deixou de existir. Ainda temos revistas e jornais que estimam isso. A CBN, por exemplo, sempre busca isso nas entrevistas e com participações de especialistas nos assuntos abordados.
Carina Bernardino – Produtora
A produção é feita na mesma velocidade de antes?
Eu diria que não. Assim, como o avanço das multimídias, o trabalho também teve sua evolução. As tarefas triplicaram, pois além de utilizarmos todas as mídias, temos ainda que manuseá-las com certo diferencial, com criatividade. No meu caso, quando digito uma matéria, eu já tenho que pensar em um título atrativo que também será divulgado no twitter, e ainda prestar atenção na programação da rede (Sistema Globo de Rádio/ CBN São Paulo), enquanto ouço e transcrevo a entrada do repórter ao vivo para postar no site e atendo as mensagens dos ouvintes pelo twitter, celular (SMS), pelo telefone e faço a ronda pelo outros sites.
Existe pressão para fazer mais coisas além do que já se fazia?
Eu costumo dizer que a pressão é própria e única do profissional. Ninguém gosta de ser o último a dominar ou utilizar uma nova tecnologia. É claro que com o surgimento das novas mídias aumenta também a cobrança por resultados. Mas, elas não são diretas da chefia, mas do compromisso que a pessoa assume com a atividade que desempenha. As mídias se tornam aliadas de quem quer desenvolver um bom trabalho e, consequentemente, de quem quer evoluir e crescer com elas.
O que se pode aprender com a antiga geração? E o contrário?
De que o aperfeiçoamento é necessário e que os valores são únicos. Já os mais velhos aprendem a se “restaurar” diariamente, senão ficam para trás.
MultiTV
como trabalho da Juliana Fontanella, eu e a Nayara entrevistamos o pessoal da MultiTv Maringá.
Estou colocando abaixo as entrevistas na ítegra do editor e produtor, Edson Tarram e do repórter e apresentador, Giuliano Biondi.

Edson Tarram - Editor e Produtor
1- Qual o perfil do apresentador de televisão que se espera nos próximos cinco anos?
Penso que não só na profissão de apresentador como em tudo, o perfil será cada vez mais de uma pessoa sintetizada, polivalente e extremamente relacional, hoje o que as empresa não buscam; são pessoas problemas.
2- Em um ambiente de trabalho, qual o ideal... Um jornalista mais velho, junto com outros mais novos? Ou somente os recém-formados? Que tipo de conhecimento você considera importante que um funcionário da sua equipe tenha? O que não deve mudar nos pensamentos e no dia-a-dia de um jornalista?
A experiência ou o capital intelectual é o fundamental dentro de uma empresa, os novos precisam adquirir experiência e essas pessoas tem que estarem lá para passarem isso. O que precisa é ter funcionários experientes, comprometidos, proativos para lidarem com a transição dos que chegam.. Na verdade ter conhecimento um pouco sobre tudo é muito importante, mostra que você esta vivendo o momento, mas especificamente o que eu penso que seja importante, além do básico que é adquirido dentro de uma instituição de ensino para desenvolver a profissão, é comprometimento, determinação e boa vontade. Acredito que um jornalista deva defender sempre a bandeira ética e seja consciente de seu papel na consolidação da democracia e preservação dos direitos sejam eles constitucionais ou morais.
3- Com a multimídia, a tecnologia, cada vez mais avançadas, sua rotina de trabalho mudou? Você teve que desenvolver novas habilidades?
Sim. a mudança houve e foi para melhor, penso que com o advento da T.I. quadriplicando a velocidade da informação as habilidades tiveram que serem revistas e muitas serem readaptadas. Uma das habilidades que eu acho que veio com essa nova forma foi a velocidade de receber e processar essa quantidade de informação, o que é relevante ou não no momento.
4- As pautas atuais são mais complexas do que as produzidas há dez anos?
As pautas continuam as mesmas, o que mudou foi a forma de abordagem e a linguagem com qual você transmite as informações.
5- Você acredita que o jornalismo de opinião vai voltar a ser tendência como já foi um dia?
Acredito que vai voltar sim, aliás acho que continua ainda sendo, quantos blogs e páginas de internet de jornalistas e tantos outros profissionais que difundem idéias e conceitos existem atualmente? com o advento da internet que coloca o mundo dentro da sua casa e você em contato com o mundo, perceba que nunca tantas opiniões entraram dentro da sua casa... acho que passamos por uma verdadeira transformação ideológica e conceitual na nossa sociedade.. só que não paramos para perceber isso.
1 - Com a mudança nos multimídias, na tecnologia, você tem produzido mais?
As multimídias e as tecnologias sempre nos ajudam a produzir mais, pois você encontra coisas importantes e sempre complementam o trabalho em qualquer circunstância. Mas temos que ter um pouco de senso para não ficar só utilizando essas novas formas, pois podemos dar uma bola fora e assim prejudicar o trabalho de tempos.
2 - Você acredita que é preciso estar sempre se atualizando para não deixar a desejar nas suas produções?
Com certeza, atualizar é mais que obrigação no mundo de hoje, principalmente para quem trabalha com meios de comunicação, se você fica sempre na mesma você vai se tornar mais um no meio, e assim acaba ficando para traz. Hoje ainda existe pessoas que gostam de dizer a famosa frase “ no meu tempo se fazia assim”, bem em algumas situações ajuda, mas nem sempre, então atualizar-se é muito importante em todas as áreas e principalmente para a nossa vida, não podemos ficar para traz, e assim sempre estaremos interados. É difícil saber de tudo, mas pelo menos um pouco mais do básico já ajuda e muito.
3 - Acredita que seu conhecimento é suficiente? Ou que pode aprender mais com as novas gerações?
Bem eu sou novo ainda, tenho 25 anos e acabei de me formar, mas acredito que conhecimento nunca é de mais, e sim é essencial para aprimorarmos, e acredito que sempre vamos aprender com novas gerações, pois sempre a cuca fresca ajuda a ver coisas que não conseguimos enxergar às vezes.
4 - Na sua opinião é possível aprender com os mais velhos, que já estão no mercado a mais tempo?
Com certeza, a experiência ajuda demais, pois nunca sabemos de tudo, e assim podemos corrigir erros que cometemos, e os mais experientes e não mais velhos, sempre enxergam as coisas de uma forma mais correta do que achamos q esteja. O que pode atrapalhar são os vícios de pessoas mais experientes que podem tratar certas coisa como insubstituíveis, ou como verdades absolutas, daí vem a nosso discernimento de colocar nosso conhecimento e mesmo que seja pouca, mas nossa experiência.
Depois da apresentação eu coloco o fanzine aqui também.