sábado, 5 de dezembro de 2009

ENTREVISTANDO A VOVÓ

“Nunca perdi um baile”, disse Lourdes Bento Melges, 76 anos, três filhos, 14 netos e dois bisnetos. Nasceu em São Paulo, capital e veio para o Paraná com 23 anos, casada com Pedro Melges.
O sorriso surge em seu rosto quando conta as histórias da adolescência. Aos quatorze anos, junto com a amigas, na semana do fim de ano, saía pela rua cumprimentando a todos que encontrava, para desejar um feliz ano novo.
Na época, as pessoas tinham um costume de dar dinheiro para as crianças quando eram cumprimentadas. “Eu já ia com a mão esticadinha”. Com esse dinheiro ela e as amigas iam viajar de bonde até Indianópolis ou Moema. Ressalta que hoje em dia, ninguém deseja um feliz ano novo, a não ser entre os parentes.
Com dezessete anos, numa visita a casa da tia, conheceu seu marido, hoje falecido, Pedro Melges. “Depois de uma semana, ele apareceu na minha casa, pedindo minha mão em namoro... nem lembrava o nome dele”. Conta que naquela época, era tudo formalmente decidido entre família. Não importava se a pessoa queria namorar, se a famíla concordasse era o suficiente.
Lourdes afirma que não gostava muito de Pedro, principalmente por que ele trabalhava e viajava muito para o Paraná. Às vezes ficava até seis meses longe, se correspondendo por cartas. Telefone existia, mas era só para os ricos.
Mesmo noiva continuava indo aos bailes de quadrilha e carnaval, que na época eram realizados no salão social da fábrica onde trabalhava. “Naquele tempo as pessoas trabalhavam e se aposentavam nas fábricas, hoje nem emprego tem”.
Chegou a a arranjar um namorado, chamado Celso. “Eu escondia a aliança de noivado com vários anéis, e ele me perguntava se eu gostava mesmo de todos” disse sorrindo. Mas uma amiga me descobriu e eu tive que terminar o namoro.
Rompeu o noivado com Pedro durante um tempo e arrumou outro namorado, chamado Antônio. Não sabia no que ele trabalhava, mas foi a pessoa de quem mais gostou. “As festas com ele eram animadas, eu chegava de madrugada, nos braços dele”.
A mãe de Lourdes, Felizbina, não concordava com o namoro. Retrucava que “Chegar carregada nos braços do namorado, estando os dois bêbados, não era sinal de romantismo”. Durante o namoro, que durou pouco, Felizbina faleceu e Lourdes cumpriu o prometido e terminou com Antônio.
Voltou a namorar Pedro, com quem se casou. Vieram para o Paraná e foram morar na Fazenda Maragogipe, em Jaguapitã. Pedro trabalhava como classificador de café e Lourdes como dona de casa.
Quando perguntada sobre uma paixão, respondeu “Macarronada... mas não posso comer... o médico proibiu... mas eu como, nem escondo... o que não mata, engorda ” mostrando o sorriso maroto.
Diz que não se arrepende de nada do que fez e que faria tudo novamente, só não ajudaria tanto as pessoas, principalmente os filhos. “Eu preciso de uma dentadura nova, meu filho tem uma fazenda e diz que não pode comprar... tomara que os dentes dos bois deles caiam todos”, praguejou gargalhando.

Lourdes (à esquerda)

André L. Scarate

Porque tenho orgulho de meu pai


Não haveria pessoa mais ideal para eu homenagear do que o meu pai. Poucas pessoas são capazes de criar oito filhos e dois netos com dignidade e qualidade de vida. Nascido em Ribeirão Preto em 10 de agosto de 1938, meu pai é filho de uma mineira com um baiano, que para melhorar de vida, foi à pé da Bahia para São Paulo, numa viagem que durou seis meses.
Aos sete anos, meu pai teve sarampo e ficou quinze dias internado em Curitiba. Sua família morava em Ribeirão Claro, interior do Paraná. Por causa da doença, ficou provisoriamente com perda do tato e de todos os pelos do corpo.
Depois de recuperado, meu pai se tornou um menino muito ativo. Na fazenda em que morava, era considerado o grande perito do estilingue. As galinhas que matou do vizinho lhe renderam uma surra de sua mãe, Iraci.
Desde pequeno meu pai trabalhou para ajudar no orçamento familiar. Aos 10 anos, atravessava a mata para levar comida para os trabalhadores. Durante sua vida, meu pai foi carpinteiro, auxiliar de tintureiro (por esse motivo é a pessoa que melhor passa roupa em casa) trabalhou em navios da marinha, e em várias profissões que você possa imaginar.
Meu pai entrou na Eletropaulo como carpinteiro, mas o bom serviço fez com que se tornasse o primeiro encarregado de sessão negro da empresa. Foi na Eletropaulo que ele conheceu a luta sindical de que tanto se empenhava.
Durante mais de 20 anos, meu pai acordou às 4 da manhã para ir trabalhar sem sequer reclamar um dia.
Fale sobre qualquer assunto com meu pai, que ele conta uma história.
Eu nunca o enxerguei como um super herói. Na verdade, os defeitos de meu pai são bastante evidentes, mas ele é uma pessoa de quem eu tenho muito orgulho.
Alfredo Pinto da Silva não é um nome que está nos livros de história, mas é um nome que está no coração de todos que o conhece.

Michele Silva

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Faça o bem sem olhar a quem

Dona Conceição é uma senhora de classe. Natural de Portugal, sempre apreciou as iguarias do país europeu. Para ela, não há nada melhor que um farto bacalhau, com azeitonas pretas e o azeite mais caro.
Para o almoço de domingo, que iria reunir suas amigas da alta sociedade, Conceição foi até o Mercadão Municipal comprar suas caras especiarias.
Chegando lá, foi abordada por um jovem. Ele era mais magro que o normal, vestia roupas rasgadas e cheirava a quem não via um chuveiro há dias. Ele pediu a ela que lhe ajudasse doando algum alimento, uma pequena fruta que fosse. O jovem estava desnutrido, faminto.
Conceição, com seu temperamento forte, não pensou duas vezes e disse ao rapaz que não iria ajudá-lo, que ele deveria era procurar um emprego. E pensou: “Imagine só, meu dinheiro é para comprar os ingredientes do almoço. Preciso impressionar minha amigas!”.
Ao sair do mercadão, Conceição caminha lentamente sentido ao seu carro, quando de repente começa a passar mal e suar frio. Quando está prestes a desmaiar, o jovem rapaz, que observava tudo de longe, correu para ajudá-la.
Ele segurou as mãos dela, disse que ficaria tudo bem. Chamou uma ambulância e a acompanhou até o hospital. Não foi embora de lá enquanto não a visse bem.
Conceição ficou entre a vida e a morte, e se não fosse a ajuda do rapaz, ela provavelmente teria morrido. Ela acordou chamando o rapaz e disse a ele que ela seria eternamente grata por ter salvado a vida dela, que ela lhe daria abrigo, comida e roupas limpas. Disse também que não entendeu sua atitude, porque ela lhe havia negado ajuda. O jovem então respondeu: “Antes da minha mãe falecer, disse que se eu ajudasse as pessoas sem esperar nada em troca. Se eu desejasse o bem mesmo a aqueles que não se importam comigo, eu seria recompensado”.

Mariana Ranzani

Leonor Ranzani - Exemplo para a terceira idade


Para quem pensa que a idade é um empecilho na hora de realizar diversas atividades não conhece Leonor Ranzani. Aos 67 anos, ela esbanja saúde, uma pele e corpinho de dar inveja a muitas mulheres de 30. A princípio, uma mulher que já passou por muitas dificuldades, infância pobre, morte repentina do pai e luta para conseguir um futuro melhor, não imagina que a esta altura da vida ainda esteja se superando e realizando sonhos. Leonor era professora e foi diretora de uma escola até se aposentar. Mas com a energia de quem sempre controlou a alimentação, optando por alimentos saudáveis e de baixa caloria, ela não conseguiu ficar parada. Desde então vem trabalhando em cerimoniais de casamento e cantando no grupo litúrgico de uma igreja, junto com seu marido Agenor. E não para por ai, a jovem senhora também trabalha em período comercial na loja de sua nora. Além da alimentação saudável, Leonor sempre gostou e praticou exercícios físicos, um de seus prediletos é andar de bicicleta. Ela freqüenta a academia de segunda a sábado, sempre no início da manhã. A paixão por se exercitar lhe rendeu frutos que jamais imaginava. Em 2008 e 2009 ela correu e venceu a maratona de 10km em Umuarama na categoria terceira idade. Também em 2008, em Curitiba venceu a maratona de 10 km promovida pelo SESC, na mesma categoria. Leonor é uma mulher forte, determinada e alegre. A prova de que uma vida saudável pode fazer o envelhecer ser mais bem aproveitado. A nossa história se torna mais longa, feliz e emocionante.

Mariana Ranzani

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Joana de Oliveira - Alegria e Jovialidade aos 70.

Joana Gonçalves de Oliveira é uma simpática senhora de 70 anos, que vive há pelo menos 30 anos na cidade de Paranavaí, estado do Paraná.
Mãe de sete filhos, dona Joana teve grandes dificuldades financeiras para criá-los, porém, conseguiu vencer todos os obstáculos, e com alegria conta que hoje pode ver os netos crescerem com saúde. “Me considero uma mulher vencedora, e vejo cada ruga que tenho no rosto, como marca da passagem dos momentos felizes que tive durante todos esses anos”, relata.
A vida dessa vovozinha querida contou também com alguns dramas e surpresas. Uma delas foi o nascimento de sua quarta filha, fruto de seu casamento com Francisco.
“Minha filha Maria, leva o Aparecida no nome por conta de uma promessa que meu velho “Chiquinho” fez para Nossa Senhora Aparecida, pois tive uma gravidez de risco com sérias complicações na hora parto. Os médicos pediram que ele escolhesse entre eu e ela, pois só uma sobreviveria. Foi então que ele fez a promessa para nos salvar, e a santa protetora atendeu”, relembra.
Entre uma passada de café, ela conta sobre sua vida com uma vitalidade invejável. Entusiasmada, pega o álbum de fotos para mostrar a família, que segunda ela, é a razão por qual vive. “Só está faltando vir um bisneto agora, pois netos eu já tenho 9”, comemora.
A saudade toma conta do coração de dona Joana, ao ver a foto da irmã Altina, com quem não se encontra há mais de 8 anos. Segundo ela, o que dificulta o contato é a distância e as condições financeiras. “Minha irmã mora no estado de Alagoas e a passagem é muito cara, tanto para mim quanto para ela. Mas estou economizando e espero em breve poder vê-la”, conclui.
Com um lindo sorriso no rosto, e trazendo toda a jovialidade e essência de uma mulher guerreira e vitoriosa, a vovó encerra nosso curto bate-papo me fazendo um convite para o almoço, e antecipa o cardápio: arroz, feijão, bife e polenta. Quer provar?


Kauê Berto

ANTENOR SANCHES, A HISTÓRIA DE UM PIONEIRO


Há cerca de um ano, eu tive o privilégio de conhecer a figura de um simpático senhor chamado Antenor Sanches. Ele nasceu em 1927, em Santa Catarina e mora em Maringá há 60 anos, se apaixonou pela cidade e nunca mais saiu.
Aqui Antenor casou-se com Lucrécia Vareschini e tiveram seis filhos, todos maringaenses. Ele começou trabalhando como corretor de terras, mais tarde se tornou funcionário público, exercendo vários cargos políticos, até se aposentar na administração do prefeito Said Ferreira.
Um dia ele me contou que foi ele quem teve a idéia de fazer uma campanha, para a cidade adotar o cognome de “Cidade Canção”. A iniciativa surgiu quando Antenor ainda trabalhava como secretário de administração na prefeitura. Foi quando ele recebeu uma carta solicitando dados estatísticos sobre a cidade, onde dizia: “quero conhecer melhor a cidade que nasceu de uma canção...”
Ele também me disse que tem mania de fazer recortes de jornais e revistas, desde pequeno, e sempre afirma “recortar é viver”. É a maneira que este pioneiro encontrou de arquivar o tempo, para assim poder revisá-lo sempre que necessário.
Hoje Antenor trabalha para manter viva a história dos nossos pioneiros e deixar para a posteridade, a oportunidade de conhecer suas raízes. Para este pretendente de jornalista que aqui escreve, Antenor Sanches é uma pessoa digna de todo o respeito e admiração.
Com seus 82 anos, ele ainda luta por tudo aquilo que acredita, servindo de exemplo para todas as gerações.

Luiz Henrique de Jesus Alves

Deu Brasil...


Barack Obama bem que tentou, mas não foi desta vez que sua popularidade falou mais alto. Ou talvez Lula deva ser realmente "O Cara".
Afinal nem o presidente dos E.U.A., nem a esposa Michelle e muito menos Oprah Winfrey brilhou. Desta vez deu Brasil. O Rio de Janeiro foi o centro das atenções e não mais pelos crimes organizados, mas porque será o altar das Olimpíadas em 2016.
Naquela sexta feira tudo parou naquela cidade para acompanhar a disputa, julgaram essa atitude como vagabundagem, mas não, eu definiria como "Patriotismo" - A alegria pelo país ser escolhido para sediar pela segunda vez um evento mundial, poder receber atletas de todos os cantos do planeta, o país ser divulgado em todos os veiculos de comunicação do mundo, sem contar os turistas e nos visitarão e gastarão. QUE MARAVILHA!!!

Quem sabe depois de tudo isso , eles lembrem de investir um pouco na educação, mas só depois, afinal há muito o que se precuparaté lá e também não há dinheiro agora, só depois.


Diana Akemi Nabeya

Antônio Mauro Marroni, apaixonado por motos


Antônio Mauro Marroni, nasceu em uma pequena cidade do interior de São Paulo chamada São Simão. Morando atualmente em Maringá (PR) este senhor de 73 anos, empresário aposentado, casado, com dois filhos e 4 netos, passa a maior parte de seu tempo, supervisionando a construção de uma casa com o dinheiro da aposentadoria. Tem uma vida pacata como de todos da sua idade, apenas com um porem, seu Mauro como é chamado, gosta de andar de moto, viajar, passear, quase tudo sobre duas rodas, um detalhe importante, a moto não é pequena, se trata de uma Intruder LC 1500cc, uma moto muito pesada, e uma das maiores e mais rápidas deste modelo.
Seu Mauro é apaixonado por motos, desde os 12 anos quando, ao ver o vizinho andando de moto, e foi surpreendido quando este, lhe fez a tentadora oferta: “ você não quer dar uma volta?”.
A primeira moto que andou foi uma Douglas 600cc, depois disso pegou de vez gosto por duas rodas, e quando morava em Londrina (PR) antes dos 16 anos, vendeu um terreno para comprar uma lambreta. Quando casou, só tinha uma moto como meio de locomoção, então ele a esposa e os filhos tinham que andar de moto, trabalhava com a moto, chegando a andar em média por dia 150km pela região de Maringá, para conseguir clientes para a gráfica que abriu na cidade. O empresário já teve várias motos, grandes e pequenas, como Suzuki 185cc, CB 400cc, entre outras, e quem acha que ele nunca caiu, para perder o gosto de andar se engana, Antônio confessa: “Já tomei muitos tombos. Em uma batida com outra moto tive várias fraturas”.
Hoje mais de 60 anos após do início da paixão por motos, seu Mauro já viajou para muitos lugares, em passeios, e a trabalho, lugares como: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Balneário Camboriú, Campinas, Foz do Iguaçu entre outras cidades. Agora sem muito tempo para viajar por causa da construção que esta fazendo, Antônio Mauro ainda faz planos de ir para Guaíra, em sua grande e pesada Intruder LC, para em mais uma viajem “alimentar” este amor por duas rodas, que como ele diz: “Comecei a gostar de moto, e esse gosto nunca mais se apagou”, provando que a moto esteve e vai estar ao lado dele por toda a vida.


Renan de Paiva Marroni

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A ida ao mercado, tem suas histórias

Ontem, fui ao mercado municipal junto com minha mãe e meu irmão gêmeo, o Lucas. Nós estávamos muito felizes, pois minha mãe nos prometeu comprar um sorvete, eu não via a hora desse momento chegar.
Saímos de casa apressados, pois tínhamos que pegar o ônibus para chegarmos ao nosso destino. A condução estava lotada, “nossa quanta gente tem aqui hoje!”, nunca tinha visto aquele ônibus tão cheio. Pessoas diferentes, estilos diferentes, mas, uma pessoa em especial me chamou atenção, uma menina que estava sentada no banco ao meu lado. Ela usava um vestido cor-de-rosa, segurava uma boneca Emília, o perfume que ela usava era cheiroso, tinha um cheiro doce, parecia chicletes.
Algum tempo depois, chegamos ao mercado. Minha mãe foi fazer as compras dela e logo em seguida estávamos indo em direção a tão sonhada “Loja de Sorvete”. Eram tantos sabores que nós não sabíamos qual escolher. “Olha Leandro, quantos sorvetes. Eu quero todos! E você?”, meu irmão falou encantado. Depois de muito tempo, enfim escolhemos. Em homenagem à menina do ônibus escolhi o sabor de chicletes e chocolate. Já meu irmão preferiu o de morango e o de uva.
Estávamos muito felizes, pegamos nossos sorvetes e continuamos as compras junto com minha mãe. Paramos em uma barraca cheia de frutas, nunca tinha visto tantas juntas. Uma mais bonita que a outra, tinha muitas cores, vermelha, amarela, laranja e verde. Nossa e como elas tinham um cheiro gostoso, pedi para minha mãe comprar uma fruta que eu nunca tinha visto antes, parecia que ela tinha uns “pelinhos” por fora, e por dentro ela era verde, essa fruta foi a mais gostosa que experimentei ali naquela banca, tinha um sabor adocicado e ao mesmo tempo um pouco azedinho, “Uma delícia!”.
Depois das compras e depois do sorvete, meu pai foi nos buscar, ele estava trabalhando, parecia cansado. Então fomos o caminho inteiro contando para ele como foi nossa aventura no mercado municipal e tentando explicar a ele o sabor de cada fruta que provamos e principalmente, dizendo a ele que teríamos que voltar lá novamente, dessa vez em sua companhia, para saborear novamente aquele sorvete delicioso.

Mariama Pacífico.

Aromas e cores atraem visitantes


Em meio a tantas cores, texturas, aromas e sabores, o Mercado Municipal, recentemente inaugurado em Maringá tem, acima de tudo, a imensa variedade de produtos vindos dos mais diversos lugares, fazendo os visitantes relembrarem suas raízes.

O movimento de pessoas comprando ou até mesmo passeando pelos corredores é o que faz a diferença no armazém. No mercado se pode voltar no tempo, uma vez que o público mais presente são os idosos que descobriram um novo lugar para as compras ou para o passeio do fim de tarde. Reúnem-se para uma boa conversa e aproveitam para levar para casa produtos fresquinhos. “Agora com o mercado municipal, posso garantir todo dia frutas, verduras, peixes e queijos fresquinhos para os netos”, diz, sorridente, um senhor na banca de peixes.

Os preços são agradáveis e inúmeros os produtos ofertados. O movimento é grande, porém o que desperta atenção nos visitantes que por ali passam é o cheiro que exala das bancas de hortifruti e que percorre os corredores. A mistura de diversas frutas e verduras atrai os clientes para os boxes. O aroma e o colorido dão vida ao mercado. É possível encontrar da mais simples a mais sofisticada fruta ou verdura, sem contar que são fresquinhas e com uma aparência vistosa.

São elas que dão uma certa beleza e “convidam” os consumidores a levar para casa pelo menos uma sacola. Ninguém vai embora sem comprar ou consumir os itens expostos nas bancas e na praça de alimentação. “A satisfação é o que queremos despertar nas pessoas e a certeza de que aqui podem encontrar produtos diferentes”, conta a proprietária de um dos boxes de hortifruti.

O amarelo do pimentão, o roxo da uva, o verde da couve, o vermelho do morango, o laranja da cenoura e todas as misturas de cores e cheiros deixam o armazém mais alegre e produzem comentários por quem passeia pelos corredores. “Olha quanta fruta bonita, e o cheiro desse pêssego então”, comenta uma senhora que passa pelo Box 32.



Fernanda Mantelo

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Liberdade,Liberdade?!

Em que século estamos?Vivemos em um país que diz lutar para acabar com o preconceito que busca a igualdade social,mas por que ao invés de seguir para o futuro estamos voltando no tempo?
No dia 22 de outubro uma aluna da Universidade Bandeirantes em São Bernardo do Campo (SP) Geisy Arruda foi humilhada pelos alunos da instituição por usar um vestido curto.Cadê nossa liberdade de expressão?
O governo busca fazer trabalhos para acabar com o preconceito,mas isso nem sempre é o suficiente a aluna Geisy é um exemplo claro de que temos muito que aprender sob o preconceito e a liberdade de se expressar.
Não se faz um país com pessoas que não respeita o Próximo onde se dita tanta regra de comportamento e o que realmente falta é saber como se comportar.
A agressão não é apenas física,pode ser verbal que às vezes dói ,mas do que a física,Geisy foi mais uma de tantas alunas que sofre preconceito nas escolas.
Francieli C.Arcas

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Oportunidade Olímpica


O Rio de Janeiro tem esperança de que, diferente do que aconteceu no Pan-Americano, todos os investimentos das Olimpíadas de 2016 permaneçam ativos e tragam melhorias para a cidade.
São visíveis as vantagens que os jogos já trazem para o País. Desde a escolha da cidade no dia 2, muitos bancos demonstraram interesse em instalar escritórios no Rio. O evento atrai investimentos e consolida a confiança no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro.
Será gasto na infraestrutura um total de U$11,1 bilhões em obras de transporte, saneamento, energia, segurança, instalações esportivas, centro de imprensa, entre outros. Tudo isso continuará na vida do carioca quando os jogos acabarem.
As Olimpíadas de 2016 é a grande oportunidade do Rio de Janeiro mostras o porque é chamado de Cidade Maravilhosa.

Yara Marchini

O CRISTO É UM ATLETA

O Brasil está deslumbrado com as olimpíadas de 2016. A alegria é tanta, que todos aparentam ter a tocha olímpica nas mãos. Fiquei preocupado com todo esse alvoroço e não consegui dormir, então levantei da cama e fui caminhar em Ipanema.
O relógio já marcava 04h30min da manhã, era tão cedo que encontrei o Cristo Redentor fazendo seu aquecimento à beira-mar. Não quis incomodá-lo, apenas acenei com a mão e continuei caminhando.
Tudo me parecia confuso e eu ainda estava muito intrigado. Problemas que se arrastam há anos como de trânsito, saneamento básico e violência, agora estavam sendo tratados com bastante simplicidade e simpatia.
De repente, tudo ficou muito fácil de ser resolvido. Agora não faltam mais verbas, pois já temos bilhões garantidos para essa empreitada.
Amanhã vou incomodar o Cristo, e pedir para que ele realize campeonatos mundiais, em todas as cidades do Brasil.

LUIZ HENRIQUE DE JESUS ALVES

domingo, 29 de novembro de 2009

GOLIAS VENCE DAVI


A batalha entre o gigante Golias e o valente Davi voltou a acontecer. Mas desta vez Golias tomou a forma de um caminhão e Davi, de uma motocicleta. O combate não foi premeditado, porém ambos se armaram cada qual com seu erro.
Davi montou seu cavalo-de-aço que o conduzia pela cidade, mais do que era conduzido, ou seja, era o cavalo quem mostrava a direção ao cavaleiro. Este havia ingerido uma grande quantidade de algum elixir.
Já o guerreiro Golias, se armou de sua locomotiva-do-asfalto e seguiu pela rua sem qualquer intenção de lutar. Ele estava sóbrio e bem protegido, poucos ousariam desafiá-lo, porém trazia consigo uma arma destrutiva, a imprudência.
O destino armou para eles uma revanche e o local escolhido, uma encruzilhada, localizada na zona central da cidade. O choque entre ambos foi inevitável, o testemunho de quem presenciou tudo, foi importante para o conhecimento de todos.
Desta vez Golias venceu Davi, mas neste caso, os adversários terão que pagar pelo mau uso de suas armas, cada um deles terá sua penitência. Se tudo isso não servir de lição, haverá outros confrontos iguais a este e ninguém sabe quem será o vencedor!

JORNALISMO ESTILO LIVRE, Luiz Henrique de Jesus Alves

Filosofia do gordo

Nunca houve tantos gordinhos sem saúde como há atualmente. Por onde se olha, avista-se pessoas com sobrepeso. E por incrível que pareça, sempre estão comendo, e sempre se questionando “Por que será que eu engordo?”
Mas a pessoa que está gordinha, não consegue fugir disso. O mundo conspira contra. É muito mais fácil comprar um cachorro quente em qualquer esquina do que cozinhar uma comida balanceada. E como são deliciosos os cachorros quentes. Saborosos e calóricos. A correria do dia a dia, a ansiedade. Tudo isso colabora. Nós, gordinhos não somos culpados.
Mas é tão ruim estar nessa situação. As cadeiras são pequenas (quando nos agüentam), as roupas estão cada vez menores, gordos são ponto de referência, somos obrigados a ouvir coisas do tipo “nossa, você tem um rosto lindo” ou “por que não tenta emagrecer?”
Acredito que deva existir alguma organização secreta que visa aumentar o índice de gordos. Aqueles outdoors lindos, com aquelas pizzas com queijo derretendo, sorvetes, propaganda de lanches, refrigerantes, comercial de chocolate, daqueles que nos sentimos mergulhando num rio de cacau. O mundo é injusto. Comer uma barra de chocolate é rápido, fácil e barato. Queimar as calorias dela, exige tempo, esforço, cansa e não é gostoso.
Mas o mais interessante de todo gordo, é que sempre tem uma desculpa, uma maneira de jogar a culpa em alguém ou alguma coisa pela situação. Ou é a mãe que nunca o ensinou como se alimentar direito, ou é a falta de tempo, ou são os ossos que são grandes, ou é a tendência, a genética. A única verdade que tem nisso, é que ninguém quer ser gordo. E quando um deles diz: sou gordinho mas sou feliz. É mentira! Gordinhos vivem frustrados, quando a roupa está marcando, quando suam demais, quando são ponto de referência, quando tentam um xaveco e levam um fora.
Reparem numa coisa: gordinhos se entendem. Não sei se pra tentarem se sentir melhor, mas procuram ter amizade com outro gordinho. Aí combinam de sair caminhar todos os dias a tarde. No terceiro dia um deles desiste, aí o outro também não vai. E é assim. Quando um começa a emagrecer, ao invés do outro embarcar no esforço e ir junto, arrasta o esforçado pro fundo do poço novamente. Convida pra um aniversário, pra um rodízio de pizza, e ainda se oferece pra pagar.
Mas a conspiração vai muito além do que se possa imaginar. Pare para pensar. Quando vemos um bebê, a primeira coisa que dizemos é: ai que gordinho, que bochechudo, coisa linda. É fato, podem reparar que criança gordinha é adulto obeso. Todos os pais deveriam ter consciência disso e parar de socar comida e doce toda vez que a criança chorar. O que acontece é que a criança vai crescer, e quando ela for numa lanchonete com um amigo e uma Coca Cola de 1 litro custar 2 e 50 e a de 2 litros custar 3 e 50, ele vai comprar a de 2 litros, porque vem mais e pelo preço compensa. Isso é filosofia de gordo. Se você for gordinho e estiver lendo isso, vai dar um sorrisinho e pensar: é verdade. Mesmo que não vá beber toda a coca, compensa comprar a maior, porque não?! É só fazer um esforcinho que nem sobra tanto assim. Até porque, isso é o de menos. Afinal, quem já está comendo um X-TUDO, que mal tem tomar um pouquinho de Coca Cola? Em algum lugar temos que descontar nossas frustração.
E esse negócio de frustração é bem verdade. Pessoas fofinhas são frustradas porque não entraram naquela calça linda da vitrine, aí ficam com raiva e descontam num belo pote de sorvete. Nada melhor que um sorvete com calda de chocolate pra relaxar e esquecer. Que mal tem em engordar mais um pouquinho, não é verdade? Pra quem já está na chuva, um balde a mais de água não fará a diferença.
Diante disso tudo, você aí. Antes de olhar para um gordinho que está na rua comendo e julgar, pense que há todo um esquema por trás daquele pastel inofensivo, e que o pastel o seduziu. Ele não pôde fugir.


ANA CAROLINA ALVES

A liberação do azar

Dívidas, lares destruídos, desespero, compulsão e vício. Esses são alguns dos fatores reais, presentes na vida de milhares de pessoas que se deixam levar pelo deslumbramento ilusório dos jogos de azar.
Com a liberação dos bingos, caça-níqueis e videobingos no País, esta realidade tem grandes chances de torna-se ainda mais frequente. Dados do Ambulatório do Jogo Patológico (Amjo) apontam que o quadro de jogadores patológicos se agravou há cerca de 15 anos com o videopôquer, e estourou com a abertura das casas de bingo.
O que parece diversão, passatempo e uma forma de resolver os problemas financeiros, acaba por se tornar um ciclo vicioso onde as vítimas jogam compulsivamente, arruinando a carreira profissional, a vida familiar e até social.
Centenas de famílias já assistiram verdadeiros impérios desmancharem-se sob atos impulsivos de jogadores compulsivos. Algumas pessoas perdem em um dia seu salário do mês; outras vezes, verdadeiras fortunas são destruídas em pouco tempo.
Será que é preciso perder os bens, a casa onde mora, a família e até a dignidade para se perceber que os jogos de azar, como o próprio nome já diz, são um calabouço sem direito a segunda chance? Enquanto houver vício, haverá transgressão das regras, desrespeito ao sistema, violação de valores sociais e, principalmente, morais.
A liberação dos bingos é com certeza um caminho facilitado para a dependência desses apostadores, e um retrocesso da lei brasileira. Lamentável.

Kauê Fabrício Berto

Mundo Globalizado, trabalho dobrado

Esta rima pode não ter ligação direta mas na realidade é o que acontece, principalmente com aquelas pessoas que têm obrigações como o sustento da família, aluguel, prestação de carro, limite de cartão de crédito, faculdade, e muito mais. E para buscar suprir a necessidade de consumo, é necessário muito trabalho e em alguns casos até dobrado.
Mas você que está lendo este texto agora, provavelmente irá concordar que, nossa rotina diária esta cada vez mais agitada e atribulada, além disso sempre estamos atrasados pra tudo, para o trabalho, estudos, reuniões, até mesmo encontros românticos, e pra ajudar, o trânsito esta cada vez mais congestionado e caótico, deixando muita gente estressada e de mal humor e tudo isso é globalização.
Bom pelo menos tenho que concordar que toda essa coisa de política Neoliberalista, abrindo todas as portas para entrada dos produtos importados, nos trouxe muitas vantagens em inovações tecnológicas, como, eletrodomésticos, automóveis, e quem um dia iria imaginar, por exemplo possuir um celular, que pode tirar fotografias, ouvir centenas de músicas, ter vários joguinhos, e ainda assistir televisão? Pois é tudo isso é possível...
Nossa onde ou como estaremos daqui uns 10 anos?
Se seguirmos as inovações da tecnologia quem sabe ter um carro voador, ou até mesmo um robozinho para fazer os serviços domésticos.
Porém para possuir estas inovações é necessário muito trabalho, até mesmo como está no título deste texto, trabalho dobrado, quantas pessoas que conhecemos que possuem dois ou três empregos, e ainda fazem bico aos fins de semana. Realmente encontramos um paradoxo interessante, de um lado especialistas buscam através da ciência e tecnologia meios para se melhorar a qualidade de vida, mas por outro lado, para se consumir estas melhorias é necessário muito trabalho, e com isso pra onde vai a qualidade de vida de quem trabalha às vezes mais de doze horas por dia, e ainda aos fins de semana. Não sei, só espero que façam alguma máquina que possa nos substituir por completo, em todas as nossas atividades diárias e sociais, para isso tenho uma excelente indicação de filme “Os Substitutos” com Bruce Willis. Assista e responda essa pergunta:
Para que motivo estaremos vivendo então?


Valerio Pereira

Mercadão Municipal de Maringá

O mercadão municipal foi inaugurado em Maringá no dia 15 de outubro. Chamou muita atenção dos maringaenses pelas variedades de produtos que possuí.
Os comerciantes investiram bastante nas lojas. E muitos deles estão otimistas, acreditando que esse negócio realmente vai dar certo.
O mercadão oferece lojas de vinho, tempero, sorveteria, doces, entre muitas outras.
Os visitantes gostaram bastante da nova opção de lazer em Maringá. A previsão é de que muitas pessoas ainda visitem o mercadão.

Natália

Meu desabafo




Fazer faculdade aos 27 anos é um inferno. Quem não acredita que tente.

Você já não tem mais tanta disposição para ir a churrascos pobres, não acha bons parceiros de papo, e evita as excursões temendo ter que aguentar alguém cantando mal Legião Urbana, tocando o violão pior ainda.

Lidar com os professores, então, quase sempre me provoca um arrependimento de ter voltado a estudar.

Na primeira série, todo mundo quer sentar perto da professora, quer ganhar estrelinha, ser considerado o melhor da turma. Aí vem o Ensino Fundamental e a escola só se transforma num lugar bom porque você tem as primeiras lições sobre sacanagem

Foi com uma colega de escola que eu aprendi como se beijava (calma, não foi uma experiência gay, a coisa ficou na teoria), e aprendi também sobre o sexo. Nesse estágio, acreditando termos conquistado o mundo, achamos os professores uns idiotas.

No Ensino Médio, o ápice da vida escolar são as fofocas no intervalo sobre quem ficou com quem. Aquele que for assunto, principalmente por ter agarrado o bonitão ou bonitona da escola, está com a vida feita. Com o diploma na mão, decidimos jamais frequentar a escola novamente.

Mas aí vem a fase adulta, a cobrança por uma qualificação, a nostalgia da adolescência, e você se vê novamente numa sala de aula cheia de pós-adolescentes.

A mensalidade é cara, o cansaço está sempre presente e os finais de semana são reservados para fazermos trabalhos enfadonhos. Reclamo todo dia porque tenho que assistir aula ao invés de ir ao cinema. Mas quando me perguntam:

- Michele, como vai a faculdade?

Sempre respondo:

- Uma maravilha!

E me sinto a pessoa mais feliz do mundo. Vai entender...

Michele Silva

sábado, 28 de novembro de 2009

RESPOSTA PARA UM AMIGO

RESPOSTA PARA UM AMIGO

Uma vez um amigo me questionou,
o porquê da minha preocupação.
Disse a ele que o amava
e o carregava no coração.

Aqueles que amamos,
do nosso corpo se tornam extensão.
Portanto aquilo que os fere,
ferimentos nos trarão!

Luiz Henrique de Jesus Alves

O Passeio do Estressado

Barulho, muito barulho. Um diferente do outro. Porém barulho.

TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC estava quase na hora de fechar as portas do mercadão municipal. E lá estava eu todo empolgado para conhecer ou pelo menos me divertir e sair de um mundo estressante.
Logo fui andar pelos corredores abarrotados de placas com muitas informações, que chegava a doer a cabeça. ZIIIINNNNNN ZIIIINNNNN PLAAAAAAA PLAAAAAA e uma placa dizendo: Estamos em Obras, coisa que precisa avisar? Todo aquele barulho já me tinha subido a cabeça. Mas eu respirei fundo e pensei: “Calma, Calma, continue a andar, continue a andar”.
FIUU FIUUU só faltava essa, um operário assovia para uma mocinha que desfilava pelos corredores as suas delicias, ela rebolou muito mais ainda. MÃEEE EU QUEROOO esgoelava e rastejava uma criança birrenta tudo por que queria uma boneca de pano.
Os barulhos só aumentavam, e eu queria que aquela tortura acabasse o quanto antes. ROIN ROIN agora até minha barriga emitia ruídos, mas este eu poderia resolver. Comendo. E lá fui eu procurar algo legal. Bolinho de carne; não, pastel de bacalhau; não, sopa de ervilha; também não, até que algo me chamou a atenção: pão com Mortadela. Pensei comigo: Algo legal e que sustenta.
Maldita hora em que fui comer, nunca vi tanta mortadela junta. Imagina só: pão, 10 quilos de mortadela e pão novamente, só alguém com o tamanho da boca da Cicarele para poder abocanhar aquilo. Mas eu tentei, eu juro que tentei, mas não por muito tempo.
Continuei o meu “super” passeio no mercadão. PLAAAFF um pobre coitado derruba um saco de feijão, no meu pé. Desculpas! Foi a única palavra em que ouvi no momento, eu me lembro que disse que não havia problema, com uma cara de ódio para o senhorzinho. Dentro do meu sapato até hoje sinto os caroços me irritar.
Já tinha chego ao meu estopim. O único barulho que eu ouvia era a das portas se fechando. Graças a Deus tinha acabado aquela tortura, cuja era pra ser um passeio.
Não via à hora de deitar na minha cama e ficar longe de todos os ruídos. Mas para isso eu tive que tomar o ônibus, me irritou um pouco mais. Mas depois eu conto.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Rotinas e certezas



Será que você está apenas assistindo sua vida passar?

Como diria Luiz Fernando Veríssimo: "Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar." Este é um bom conselho que as vezes esquecemos de seguir. Você com certeza já leu isso muitas vezes ao dia por aí, perdido entre os blogs, orkuts e afins, mas você realmente já parou para pensar? Estamos sempre presos a certos hábitos, a uma rotina. É obviamente muito mais cômodo não sofrer, não arriscar, não se arrepender, não chorar. Mas será que a vida sem sentimento não se torna vaga? É preciso correr o risco, parar de esperar e fazer acontecer. Lembrar apenas das coisas boas, direcionar a vida para coisas boas. E mesmo que aconteçam imprevistos, que tropecemos na calçada com aquele vestido maravilhoso em frente aos meninos mais bonitos da cidade. Mesmo que chova no seu aniversário. Nós temos que aprender a tirar uma lição de tudo que acontece. Compreender, aceitar e perdoar. Dar valor a cada pessoa que aparece em nossas vidas. Descubra o que te faz bem, o que te dá aquele friozinho da barriga. Assuma as conseqüências de ser o que você realmente é, sem farsas. Para chegar ao fim do dia e saber que ele não foi apenas mais um, que nas pequenas histórias, momentos, palavras e sorrisos: Você foi feliz e valeu à pena!

Mariana Ranzani

Cronista e Colunista

Os colunistas e cronistas são duas profissões do meio de comunicação, que ganham maior espaço e destaque em jornais impressos. Essas duas profissões algumas vezes são confundidas por terem objetivos e trabalhos semelhantes de informar, o público sobre os acontecimentos.
No Brasil temos colunistas e cronistas famosos, que desempenha muito bem seu trabalho, como Luís Fernando Veríssimo e Arnaldo Jabor e na cronica Fernando Sabino, Millôr Fernandes, Leon Elichar.
Um colunista não precisa ser bacharel em jornalismo como Veríssimo. O trabalho de colunista tem que informar de maneira clara e mais direta, os acontecimentos em notas que ficam, nas laterais dos impressos, sempre assuntos do dia-a-dia, assuntos que tem prazo de validade, podendo ser política, esporte, economia, cotidiano, e os demais assuntos de um jornal. Na maioria das vezes de forma narrada, em linguagem de primeira pessoa, não fantasiando, apenas com o intuito de informar o receptor.
O cronista tem o trabalho de informar, geralmente em revistas e páginas de jornal, a crônica tem que agradar o leitor, criando uma familiaridade entre o leitor e o cronista. Também se inspira em acontecimentos diários de todos os assuntos para escrever, sendo um trabalho semelhante dos jornalistas e colunistas, porem, não fazem textos apenas informativos, o cronista da a seus textos um ponto de vista pessoal, muitas vezes misturando, ficção, fantasia, críticas aos fatos, misturando um pouco de literatura ao jornalismo, fazendo com que as noticias se tornem mais interessantes.
Na crônica existe um “ diálogo”com o leitor, em linguagem simples, identificando-o com quem escreve a crônica, entretendo e também informando o leitor com suas idéias, existindo vários tipos de crônicas sendo elas:
Crônica Descritiva,Crônica Narrativa,Crônica Dissertativa,Crônica Narrativo-Descritiva,Crônica Lírica, Crônica Poética



Renan de Paiva Marroni

Revés

Retiro-me do amplo deserto melancólico são
desatinado por um horizonte bucólico em vão

Em adaptação faço útil todos os sentidos
para cobrir com reações os pontos mais feridos

Arranho o tato em ferrugem negra portão
e mordo à saliva o paladar com tiras de algodão

Ouço pranto domínio e risos falsos em encarnação
e o cheiro das podres almas naturais tornam-se sutil então

Cancelo a ótica para o consciente embaraçoso sumido
e na adaptação castigo, faço útil todos os sentidos


Diego Fernandes,
do blog Cascas de Letras.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

R$ 14 bilhões de reais para o Rio de Janeiro


Esta é a quantia necessária para a adequação do estado que vai sediar as Olimpíadas de 2016. Um sonho idealizado há algumas décadas atrás, quando o Brasil veio a fracassar por três vezes, mas justamente agora, na época em que o Presidente Lula é chamado de “O Cara” pelo mais importante líder mundial Barack Obama, o Brasil leva para o Rio de Janeiro as Olimpíadas que acontecerão daqui sete anos.

A delegação brasileira que foi até a Dinamarca ficou hospedada no Hotel SKT Petri, local que foi praticamente fechado desde o início da semana somente pela ‘nossa delegação’. O governo não divulgou os gastos desta imensa comitiva nacional formada por políticos, atletas e dirigentes. Algumas centenas de convidados e dezenas de bicões que festejaram até altas horas da madrugada a conquista do Rio 2016.

Este tipo de gasto é exorbitante para tão pouco benefício que trará para o País, ou mesmo para o Rio de Janeiro. Os jogos Pan-Americanos de 2007, por exemplo, nos deixaram vários estádios mal projetados e localizados, e agora vazios. Tantos milhões de reais fixados em uma obra que não educa e não trata pessoas que precisam de assistência médica.

Há um estudo divulgado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que exibe o ‘Mapa do fim da Fome no Brasil’, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD). Este estudo aponta que existe hoje no país 29,3% da população vivendo na miséria, isso corresponde a aproximadamente 50 milhões de brasileiros das mais variadas idades. Esta pesquisa apontou resultados que deveriam ser levados em conta tendo em vista a tão evidente luta governamental pelas ‘pessoas pobres do país’.

Erradicar a miséria no Brasil significa R$ 1,69 bilhão por mês, isto é 2% do PIB, ou seja, R$ 10,4 reais (dez reais e quarenta centavos) por brasileiro para solucionar o problema da fome no país. A idéia principal desta pesquisa é apresentar para a população como custa pouco erradicar a pobreza no país.

Pois então é uma questão de análise de comportamento governamental e dos ministros e secretários que auxiliam o governo a tomar as decisões corretas para ‘todos’. Talvez seja vantajoso ‘investir’ R$ 14 bilhões em obras para serem usadas somente uma ou duas vezes.
Porém como bons brasileiros que somos sabemos que o governo toma várias atitudes irresponsáveis, mas o que é mais impressionante é ver pessoas cultas e esclarecidas deixarem se levar por essa brincadeira.

Por Raul

Pica-Pau: O verdadeiro vilão do desenho animado

Quando perguntamos a uma criança:” Qual desenho você mais gosta?“, sem pensar muito, a maioria delas respondem: “Pica-Pau”. E ao vermos o desenho realmente parece ser legal, a ave serelepe, as cores vibrantes, as correrias dos personagens, parece ser um desenho simples e inocente, é realmente ele nos chama atenção.
Porém, se pararmos para analisar, notamos que não é um desenho tão simples. Será que você já percebeu que o Pica-Pau sempre se dá bem? Você parou para pensar que ele sempre prejudica os outros para satisfazer a si próprio? Enfim, essas são alguns dos questionamentos que devem vir a nossa cabeça quando assistimos o tal desenho.
A fonoaudióloga, pedagoga e psicóloga Elza dias Pacheco, apresentou como tese de doutorado a desconstrução do livro O Pica-Pau: Herói ou Vilão. E será através deste que meus argumentos serão baseados.
Como disseram nas pesquisas as crianças adoram o Pica-pau porque “ele é pequeno, bonito, tem cores lindas a berrantes; além disso, é preguiçoso, muito esperto, faz tudo o que quer para defender o que é seu”, analisa Elza. Nessa pesquisa, o ranking foi o seguinte: Pica-pau em primeiro lugar com 82 indicações, seguido por A turma do Pateta, com 70, depois o Pernalonga com 58 e por fim o Máskara, com 42.
Para mostrar como tudo o que digo tem fundamento, trago aqui um episódio bem conhecido do personagem o “Freeway Fracas”, ou em português, “Auto-estrada fracassada”. Nesse episódio um engenheiro que constrói auto-estradas, precisa derrubar uma árvore que atrapalha na construção da via. Porém é justamente nessa árvore que o Pica-pau mora e ele faz de tudo para que sua moradia não seja destruída. Para conseguir o que quer, o personagem utiliza um machado, uma betoneira, dinamite, guindaste, trator e até um rolo compressor. Enfim, ele espanca, explode e destrói tudo o que vê pela frente para defender o seu lar da destruição.
Esse episódio é um dos mais comentados, pois nele fica bem clara a esperteza e o individualismo da ave protagonista. A sua casa é uma propriedade privada, não pode ser destruída por ninguém, por nenhum outro interesse que não seja o dele, nem que para isso, ele parta para a agressão. Nota-se aí o capitalismo impregnando a ideologia infantil, enquanto que valores morais, como tratar bem as pessoas, ficam em segundo plano.
Também deve ser analisado o mito do herói. Eles são sempre bonzinhos, fazem somente o que é certo, mesmo que de forma errada. Porém no caso do Pica-pau, existe uma contradição de valores. Nesse episódio, está sendo construída uma auto-estrada, logo, o bem ficaria ao lado da construção, pois é um bem público, fazendo que com assim, facilite a vida dos usuários da estrada, porém, para isso, é necessário que seja derrubada uma árvore. Entretanto, nada disso acontece, muito pelo contrário, o Pica-pau, egoísta como é, defende apenas o que é seu e que julga como sendo seu direito, deixando o bem social de lado.
Um outro símbolo importante é a questão do tempo, a mudança do domínio da vida, ou seja, quem coordena o mundo é o adulto, então quando a criança vê animais atuando como personagens, como se fossem seres humanos, para ela é incrível.
O desenho do Pica-pau foi criado em 1940 por Walter Lantz. O criador foi muito perturbado por um pássaro desse tipo que bicava seu telhado, muito irritado, ele criou um personagem violento, baseado na ave chata de seu teto. Porém, o bicho passou uma imagem distorcida a seu público. As crianças passaram a se identificar com o personagem.
Segundo uma entrevista feita com crianças por Elza Dias Pacheco, 90% delas gostariam de ser como ele. Elas dizem que ele sabe se defender bem, que ele sabe muito bem enganar os outros. Em uma outra entrevista, foi perguntado as crianças o porquê de elas gostarem tanto do desenho, e elas respondem: “ele rói a árvore e ela vai na cabeça dos outros”, ou ainda, “ele destrói as árvores e faz malvadezas.”.
No entanto, ao fazermos uma análise mais crítica, sabemos que na realidade o que é mostrado no desenho são contradições, ou seja, na realidade, não podemos agir da mesma forma que o personagem age no desenho, pois temos nossas leis, nossas regras, nossa moral. Os desenhos devem ser criativos, educativos, capazes de fazer com que as crianças aprendam algo verdadeiro e moralmente correto, a partir da realidade em que vivemos. Pensando também no que é melhor para os que vivem em torno dela, não somente no seu bem estar.



Mariama Pacífico.

Arte e educação: Efeito transformador

Sabemos que a arte é uma grande aliada da educação, mas para que possa haver essa colaboração é necessário uma formação dos professores para que estejam aptos a lidar com a correlação arte-educação e o apoio das escolas para que a prática seja possível.
A escola deve dar as oportunidades e subsídios para melhorar o ensino e ajudar na qualificação dos professores.
A arte e sua essência devem ser infiltradas na escola para que os alunos se tornem mais sensíveis ao belo e refinados à prática da aprendizagem. O estudo da arte pode ser relacionado com todas as outras matérias, auxiliando na concentração, memorização, raciocínio.
Não só em questões didáticas, a arte também auxilia na socialização do indivíduo, no convívio fora da escola, na interação com a família. Ela promove o engajamento cultural por meio de suas expressões.
Apreciação artística e história da arte não têm lugar na escola. Visitas a exposições são raras e em geral pobremente preparadas.
O passeio tem mais importância para as crianças do que a apreciação das obras de arte. A fonte mais freqüente de imagens para as crianças é a TV, os fracos padrões dos desenhos para colorir e cartazes pela cidade (outdoors).
Quando a arte é ensinada nas escolas, ocorre de um modo muito superficial, as vezes até sem oferecer a possibilidade de entrar em contato direto com as obras.
É como ensinar a ler sem livros na sala de aula.
Para que a arte cumpra seu papel da transmissão de valores como respeito, ajuda mútua, companheirismo, coletividade, são necessárias as relações sociais, logo, a cidadania. Deve ser valorizado a livre expressão das crianças e incentivar o desenvolvimento da criatividade para que o desenvolvimento integral do indivíduo seja proporcionado.



Nayara Spessato.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Projeto promove inclusão social para deficientes

“Sempre falei isso... todo mundo é capaz de fazer, basta querer”. A declaração foi feita com muita dificuldade pela artesã Clélia Budach, 32 anos, portadora de paralisia cerebral desde o nascimento. Tamanha confiança é resultado da participação dela no projeto Ateliê de Escultura em Argila, que atende pessoas com necessidades especiais.

A mãe adotiva dela, a empresária Elza Budach conta que a participação da filha no ateliê supre a necessidade de convívio social. “Quando Clélia interage com outras pessoas, através das esculturas que faz, ela se sente realizada, recebe elogios, tenta estabelecer um diálogo e recebe a atenção das pessoas”.

O desenvolvimento pessoal e motor de Clélia podem ser observados através da evolução das obras, que melhoram cada vez mais. Batista confirma que ela tem dificuldades para realizar o trabalho. A primeira obra que produziu, não ficou em pé, mas isso não serviu para que Clélia desistisse da escultura.

Histórico

O Ateliê de Escultura em Argila foi criado pelo psicólogo e artista plástico Walmir Batista da Silva. Inicialmente, funcionava como oficina de artes plásticas. Numa parceria com a Escola de Reabilitação de Adolescentes, do distrito de Iguatemi, o projeto foi adaptado para funcionar como uma ferramenta de educação alternativa. O objetivo era reintegrar adolescentes infratores ao convívio social.

Após a desativação da escola, alguns alunos continuaram no novo espaço, cedido pelo Diretório Central dos Estudantes, na UEM. Outras pessoas da comunidade, bem como funcionários e alunos da universidade começaram a participar do Ateliê.

Ao entrar no curso de especialização em Ciências Morfofisiológicas, Batista mudou o foco para alunos com deficiência motora e da fala. O ateliê começou a funcionar como um espaço para desenvolver o indivíduo nos aspectos neurológico, psicológico e motor, através do conceito de neuroplasticidade.

Durante as aulas os alunos realizam exercícios motores amassando e modelando a argila. São estimulados a criar formas, sem interferências, o que desenvolve a liberdade de expressão deles.

Neuroplasticidade

A neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro tem de se reajustar. Quando um neurônio é lesionado, é substituído pelos neurônios vizinhos, que assumem a sua função.

Segundo o professor do Departamento de Ciências Morfofisiológicas da UEM, Marcílio Hubner de Miranda Neto, orientador de Batista, quando os alunos manipulam a argila, os músculos são exercitados e os neurônios estimulados a trabalhar para aumentar o número de sinapses (ligações entre as células nervosas). “Quanto maior a sinapse, maior a eficiência do processamento de informações no cérebro”, diz.

Conquistas

“Meu filho renasceu.” Com essas palavras, o professor aposentado Edgar Souza explica as conquistas que o filho, o escultor Edvan Dias de Souza, 33 anos, obteve participando do projeto. Portador de paralisia cerebral desde o nascimento, Edvan possui uma lesão na parte do cérebro que controla a fala e os movimentos.

Segundo Edgar, o filho passava a maior parte dos dias dentro de casa. Como não tinha amigos, e não realizava nenhum tipo de atividade, Edvan sentia- se entediado. O desejo de mudar essa situação fez com que Edgar, junto com a esposa, procurasse ajuda.

Os pais dele souberam de um projeto realizado na UEM, que auxiliava pessoas com necessidades especiais. Entraram em contato e constataram que o auxílio era para indivíduos com deficiência mental, o que não era o caso.

Eles foram, então, direcionados para visitar o Centro de Vida Independente (CVI), que funciona no Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP), na UEM. Ali foram convidados a inscreverem o filho no Ateliê.

Edgar e Vanda Souza não suspeitavam que ali começasse uma parceria de sucesso. Em 2005, sete anos após ingressar no projeto, Edvan teve as obras Torres Gêmeas e Equilíbrio, selecionadas para a Mostra Paranaense de Artes Visuais da Região Norte, sendo o único portador de deficiência classificado entre os finalistas.

A exposição trouxe visibilidade para Edvan. Em 2007, as obras dele foram vistas na Exposição Projeto Arte e Neuroplasticidade, que aconteceu no Maringá Park. Em 2009, o escultor se classificou para o Prêmio Sentidos, idealizado pela revista de mesmo nome, que foca a inclusão social de pessoas com deficiência.

Da amizade e parceria entre aluno e professor, surgiu um projeto cultural que têm o objetivo de expandir e oferecer os benefícios da modelagem em argila. Com a ajuda de Valmir, Edvan teve projeto aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura de Maringá nesse ano, passando a atuar como produtor cultural no Centro Cultural João Paulo II..

O rapaz dá aulas para os alunos do Colégio João XXIII, e para crianças e adultos na Associação Maringaense dos Autistas, a AMA.

A mãe, Vanda Souza, conta que hoje o filho pratica atividades esportivas, têm mais amizades, consegue se comunicar com mais facilidade e se locomover com mais desenvoltura. “Ele ficou mais independente, mais confiante, até viaja sozinho”, diz.

Essa transformação foi fruto da paciência e do incentivo recebidos pelo professor.

Desafios

Edvan enxerga a escultura como um meio promotor de crescimento pessoal. Vindo de uma família apreciadora da arte, começou suas investidas na pintura, sem sucesso. Quando teve acesso às esculturas, viu sua veia artística despertar. “Eu demorei mais para descobrir que podia trabalhar com argila”, declara.

Desde o início, o escultor mostrou ter um grande talento, devido à complexidade de suas obras. As premiações e as exposições serviram para confirmar a boa qualidade das peças dele. Mas as conquistas não fizeram com que o artista deixasse de sofrer preconceitos, fato que contribui para sua participação na luta pela inclusão social.

O artesão é membro da diretoria do Centro de Vida Independente de Maringá. Visita escolas e empresas para contar a história de vida, e conscientizar as pessoas quanto às necessidades dos deficientes.

Mesmo tendo reconhecimento no meio artístico, o Edvan ainda enfrenta desafios no mercado de trabalho. O escultor foi aprovado em dois concursos que participou, sendo um em primeiro lugar para a vaga de auxiliar administrativo. Numa empresa não foi chamado pela deficiência na coordenação motora. Na Prefeitura Municipal não foi aceito sob a alegação de pouca agilidade para o trabalho.

Outro desafio para ele é provar que não é deficiente mental. Apesar apresentar dificuldades na fala e na coordenação motora, Edvan consegue desenvolver o raciocínio perfeitamente. “ Dia a dia preciso provar que sou capaz”, desabafa.

LOCAL DE ATENDIMENTO:
Bloco 6, na UEM.
Aulas às quartas e sextas-feiras à tarde e quintas-feiras de manhã e à tarde.
Telefone: 9942-5142
O espaço foi cedido por alunos do Diretório Central dos Estudantes da UEM.

Michele Silva / André Scarate / Sueli Nascimento

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cuidado com os efeitos da internet




E logo janelinha pisca na tela do computador. Alguém acaba de entrar no msn. Vários sites sendo atualizados a cada minuto. Qual será o mais novo acontecimento? Intimidades sendo reveladas pelas páginas do orkut. A foto da garota abraçada com o rapaz foi publicada. É assim a vida de quem tem o computador e suas ferramentas como o arroz e o feijão de todo dia. A internet não é apenas uma rede social que substituiu a mensagem no celular, a ligação de horas e horas com alguém que mora longe e aquela visita na casa do amigo no sábado à tarde. Infelizmente, os cidadãos internautas transferiram para a tela do computador todas as necessidades, agora tudo pode ser feito sentado no sofá da sala ao mesmo tempo em que assiste na televisão ao programa preferido, ouve a música predileta no Ipood. A compra do mês, aquela blusa rosa linda que a amiga mostrou na web can, o pagamento da fatura do cartão de crédito e até sexo pode ser feito virtualmente. Esqueceu-se do contato físico, transferiu-se para a máquina o que antes se fazia pessoalmente. O vizinho ao lado é conhecido como o “cara do 903”; o nick no msn traduz em meia dúzia de palavras a personalidade de quem está do outro lado (mas o nome não é identificado); o perfil do orkut mostra quantos contatos, isso mesmo, apenas “contatos”, você pode ter ao mesmo tempo. Mas aquela quantidade absurda de perfis não passa de números, porque amigos conta-se nos dedos. Essa é a famosa informatização e as novas tecnologias que consomem os seres humanos cada vez mais. Perdeu-se a capacidade de comunicação e relacionamento pessoal, a famosa cara-cara, olho no olho. Conhece-se meio mundo, mas não se esqueçam, é tudo intermediado por uma tela de 10, 15 ou até 19 polegadas. Segredos, desabafos e experiências. Histórias e mais histórias são contadas diariamente entre pessoas que nem se conhecem direito, mas por detrás de uma tela dizem-se amigos e quando se esbarram na rua são desconhecidos e nem se cumprimentam. Não estranhem, eu já havia dito para não se esquecerem, esse clico só se mantém vivo porque se alimenta á distância. Essa é a comunicação eletrônica que mantém nossa alma distante.


Fernanda Mantelo

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Site


Esta postagem é referente ao nosso site.
Portanto os comentários servirão como painel para discusões e opiniões.


Diego Fernandes.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Maria Gadú


Uma passagem rápida pelo Blog.
Apenas para apresentar Maria Gadú.
A paulistana, radicada no Rio de Janeiro,tem em suas obras melodias serenas e letras palpáveis, que funcionam como isca para quem gosta de boa música anexada a uma potente voz.

São músicas suingadas, gostosas para matar tempo e ver o dia passar sem compromisso.
A cantora, compositora e violonista promete ser um efeito sobre os realces da música popular brasileira.

Ouça Maria Gadú: http://www.myspace.com/mariagadu


Diego Fernandes

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Preparem a pipoca, vem aí o 6º Festival de Cinema de Maringá

O tema desta edição é o centenário da atriz e cantora Carmen Miranda e terá como palco a UEM, de 3 a 10 de julho.

A mostra tem possibilitado as pessoas o contato com o universo de produção do cinema nacional, não só pela parte artística, mas também a técnica. O evento irá oferecer oficinas de montagem e edição, roteiro, direção de fotografia, oficina de animação.

A partir dessas oficinas, será produzido um curta metragem, resultado do trabalho dos participantes que será exibido no último dia do festival.

Cada uma das oficinas oferece 30 vagas. As inscrições são gratuitas e terminam em 2 de julho.

Os locais para realização do evento já estão definidos. Foram montados dois espaços especialmente para festival no estacionamento do Restaurante Universitário. Um para exibição da mostra competitiva e outro para debates e palestras. Além de um espaço cedido pela UEM para a mostra paralela que irá ocorrer junto com as oficinas de cinema no anfiteatro do CCH, Bloco H-35.

Vale ressaltar que público tem um papel muito especial nesse festival, além de expectador é claro. Todas as categorias, artística e técnica, para longas e curtas-metragens em 35mm, bem como para curtas-metragens em plataforma digital, são votadas pelo público e não por uma comissão técnica. O Festival de Maringá é um dos poucos do país em que o público participa através do voto. A entrada para todas as sessões da mostra também é gratuita.

Outra atração do festival é uma exposição em homenagem a Carmem Miranda, no ano do centenário do nascimento da atriz. A exposição, que tem curadoria do Museu da Imagem e do Som do Paraná, trará para Maringá fotos, cartazes sobre a pequena notável e ainda filmes estrelados pela atriz.

É isso aí galera. Vale à pena conferir. A programação completa do Festival, horário dos filmes e oficinas, está no site www.festcinemaringa.com.br é só escolher o horário e aproveitar.

Sueli Nascimento Silva
André Scarate

terça-feira, 9 de junho de 2009

A COISA



olá pessoal....passeando pela internet encontrei este comentário e achei interessante ...por isso estou repassando..espero que vocês gostem!!!!

Parece simples.

Mas definir hoje o que é teatro é um grande desafio.

Talvez porque ex-pós-modernos tenhamos assistido a implosão dos conceitos e ideologias pela tela da TV.

Talvez porque, agora, mais do que nunca, tenhamos percebido que só durante UM CURTO período da História da Encenação o teatro tenha sido aquilo que alguns de nós acreditamos que ele ainda deva ser: um lugar onde uma ou mais pessoas se apresentam para outras que observam. Um lugar (mesmo que forjado momentaneamente) onde a partir de metáforas, símbolos e outras técnicas (não necessariamente com tecnologias), criamos um mundo paralelo, que nos ensina algo sobre este mundo.

E aí, claro, a noção de teatro estaria submetida à história de sua própria arquitetura. Bom, é importante ressaltar que quando falamos em História do Teatro estamos falando de uma porção de coisas ao mesmo tempo: de capítulos da História da Religião, da Dramaturgia, da Literatura, etc... Sim! Também da História da Loucura, por que não?

As diversas tendências cênicas em curso no século XXI demonstram esse não-limite. Desenvolvidas/repercutidas/rejuntadas a partir de meados do século passado (o XX), elas colocam em questão exatamente o que se chama de “três pilares sagrados” do fazer teatral: o lugar (onde), o ator (quem) e o espectador (para quem). O edifício teatral nunca mais foi o mesmo depois de meados do século XX...

O neologismo etnocenologia, criado pelo francês Jean-Marie Pradier, por exemplo, se aplica a uma nova disciplina (coisa da década de 1990) que sonha em ampliar o "estudo do teatro" para TODAS as práticas espetaculares DE QUALQUER lugar do mundo realizadas POR QUAISQUER indivíduo. Ambiciosa e flertando com a antropologia, ela coloca o teatro ocidental, de tradição grega e/ou “teatro que vem da dramaturgia”, no devido lugar: como uma página do livro das práticas e comportamentos humanos espetaculares organizados. Pobre Sófocles... Talvez mereça uma nota de rodapé!

Num outro canto desta Babel, no Brasil, destacamos (o diretor/mestre de cerimônias) Augusto Boal e seu teatro invisível. Com ele, não só o espaço próprio e sacralizado do teatro é substituído pelas ruas, esquinas, bares e até lojas, como muitos modernos já tinham feito. Com ele, é importante que o espectador tenha consciência de que é espectador e não mergulhe na narrativa, esquecendo o que ele é naquele momento. E melhor: modifique a narrativa, que interfira não mais na estória, mas na História. Enfim, na vida... São óbvias as referências a Brecht e outros teóricos europeus.

Num ousado passo boalino (boalense?) posterior, o próprio espectador é eliminado. E Boal (novamente) concebe o teatro do oprimido – sucesso em mais de cem países – com a intenção sócio-política de libertar a platéia da opressão de apenas assistir a um espetáculo (como se já não fosse o bastante!). A idéia de teatro-ação é levada às últimas conseqüências quando o teatro fórum institucionaliza o rompimento da ação dramática pelo próprio espectador. Este passa a palpitar, a todo o momento, de que maneira a narrativa deve ser conduzida (algo como um Você Decide, só que ao vivo). É a encenação a serviço da comunicação, da psicologia, da política... “Se não pudemos fazer a revolução, que façamos teatro!!”. Ou, sei lá, o contrário.

Aristóteles bateu a testa na tumba. Segundo sua Poética, o espectador assume (e, pior, gosta) da observação, delegando “poderes” para o personagem no palco. Este, o personagem/ator, vive por um curto espaço de tempo EM SEU lugar, concretizando fantasias e delírios.

Em tempos de questionamento político e de participação popular, não é bom seguir o conselho do velho grego e o teatro vira/virou espaço de debate. Literalmente. Quebra-se a hierarquia “ator maior que público”.

Todas estas discussões ocorreram mais ou menos simultaneamente até o golpe final: a exclusão do ator. Recapitulemos: do tripé, já tínhamos limado o lugar e o espectador. Os happenings (acontecimentos), de matriz americana, defendiam a transgressão de todas as leis de elaboração de uma obra de teatro e a própria noção de espetáculo é extinta. A arte é viver. “Sobrevivemos à Hiroxima. A... Auschwitz! Isto basta!”

Com isso, meu bem, surge espaço para todo tipo de coisa. Os grandes eventos de improvisação, o recital lírico-poético, a platéia sobe no palco e tudo vira festa. Bom, é aquela máxima que eu pergunto sobre a Bahia: "Se todo mundo é artista e está no palco, quem está na platéia?"
Quem está na platéia que apague a luz!

É evidente que hoje, de uma maneira ou de outra, herdamos todas essas coisas. Para muitos, inclusive, o que JÁ ERA é o teatro como lugar sagrado, com “texto” decorado, ensaiado e com público sentado. Não necessariamente a melhor coisa a se fazer. E não que muita gente ainda saiba fazer isso...

Por aqui, pelo menos, a platéia quer é participar. Se não pode, apenas ri. Alto.
Jussilene Santana

Abraços..Letícia M. Nogarolli

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Improvável

A nova atração presente nos teatros de São Paulo e que vêm fazendo sucesso em todo o Brasil, é o espetáculo “Improvável”, fundado pela Cia. Barbixas de Humor.

Baseado no programa “Whose Line is it Anyway?" (Inglaterra e EUA), as apresentações são feitas de improvisos, onde os atores interagem com a platéia e esta torna-se roteirista de todas as cenas.

Como o Improvável é um jogo de improvisos, os atores são chamados de jogadores. O elenco é composto por Anderson Bizzocchi, Elidio Sanna, Daniel Nascimento e um artista convidado.


Este é um projeto de humor que está em cartaz há apenas um ano e que até agora não caiu nas “garras” da grande mídia, o que tiraria a livre criatividade dos atores e a originalidade da peça teatral.

*Obs: Infelizmente na agenda do espetáculo ainda não consta o Paraná, mas você pode ter uma “palhinha” da Cia. Barbixas de Humor na Sexta-feira às 01h30 e Domingo às 17h30, no Programa Quinta Categoria da MTV.
Para obter mais informações acesse o site www.improvavel.com.br e também assista os vídeos no youtube.
(Priscila Marques)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Somba, a banda de sombagulho


Do velho rock in roll à mistura de psicodelia e musica regional, a banda Somba, de Belo Horizonte, MG, trás em suas composições uma grande variação de ritmos. Pouco conhecida no cenário musical brasileiro, sua proposta é mostrar a cultura brasileira de uma forma bem humorada, com influencias de grandes nomes da literatura e música, destacando-se Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa.

Em sua formação atual, composta por Leandro Dias (bateria e voz), Vladmir Cerqueira (guitarra e voz), Guilherme Castro (guitarra e voz) e Avelar Jr. (baixo e voz) lançou o mais recente play Cuma? (2007), destacando as faixas Homem Virtuanderthal e Destino. Antes da formação atual, o grupo já foi um Power Trio, lançando o EP Abbey Roça (2000) e o CD Clube da Esquina dos Aflitos (2003) possuindo 14 faixas sendo uma faixa multimídia. Porém, as baquetas eram comandadas por Carlos França, musico experiente por passar em diversas bandas de BH.

Caracterizado como um panorama da musica regional brasileira dos anos 60 e 70, para o grupo Somba, “ser brasileiro é sinônimo de diversidade e riqueza cultural”, explicação de suas composições serem tão ecléticas. Para mais informações, a banda possui um site próprio, myspace e comunidade no Orkut.Vale a pena conferir o som da banda e sair um pouco daquela velha rotina de som cult. Até o próximo post com mais uma banda ou cantor desconhecido do nosso Brasil.


site: www.somba.com.br

myspace: http://www.myspace.com/sombabh

comunidade: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=240836



xFrancisco Juniorx



Favela Cult

FAVELA CULT

O cinema brasileiro tem se especializado em produzir um novo tipo de filmes, o cinema-favela. Esse fenômeno começou com o grande sucesso do filme Cidade de Deus, que recebeu quatro indicações ao Oscar em 2004, e projetou mundialmente o diretor Fernando Meirelles. Recentemente, Tropa de Elite, recebeu o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2008, sob a acusação de ser fascista e de estimular a violência policial. O último filme a entrar na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro foi Ùltima Parada 174, que narra a vida de Sandro do Nascimento, ex menino de rua que seqüestrou em junho de 2000, o ônibus da linha 174, que resultou na morte da professora Geísa Firmo Gonçalves e na morte do próprio sequestrador.
A fórmula é conhecida: garoto da favela que entra na marginalidade por falta de oportunidades de emprego, geralmente abandonado ou negligenciado pelos pais. Sabemos que isso é uma realidade nacional, mas acredito que deveria haver mais variedades de temas, que não se pautem apenas na violência.
Filmes como Central do Brasil e Carlota Joaquina, tiveram grande repercussão internacional, fizeram com que o cinema nacional fosse aceito pelos brasileiros, sem haver tiros disparados.
Sabemos que vivemos num país com sérios problemas sociais, e que a violência cresce de forma assustadora a cada dia, mas o Brasil não merece ser reduzido a apenas isso. Acho que já passou a hora de vendermos o país no exterior como a terra do Carnaval, e só.
Michele Silva

terça-feira, 19 de maio de 2009

O Sequestro dos Uruguaios


Este livro é uma reportagem dos tempos da ditadura. Mostra como adversários eram punidos com tortura,desaparecimento e a morte.

A história acontece em 1978, na cidade de Porto Alegre, o repórter Luiz Cláudio Cunha e o fotógrafo J.B.Scalco recebem um telefonema informando sobe o seqüestro dos uruguaios Lílian Celiberti e Universinho Díaz.

A denúncia dos repórteres frustrou o seqüestro. A pressão da imprensa e repercussão na opinião pública constrangeram Montevidéu e Brasília. Os seqüestradores de Porto Alegre, contrariando a regra de sangue da Condor,escaparam vivos para contar a história de uma multinacional do terror que não costuma deixar sobreviventes.

Trinta anos depois o repórter Luiz Cláudio Cunha, outro sobrevivente conta detalhes inéditos dessa aventura jornalística.

O livro tem 463 paginas, vale a pena ler este livro, pois contribui muito para a carreira jornalística que estamos seguindo.


Franciele Arcas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Do sertão às universidades


Empolgada com o comentário da Yara a respeito de não pensar só em sertanejo. Resolvi seguir a linha do meu post anterior e mais uma vez escrever sobre música.

O SERTANEJO. Minha intenção não é elogiar e menos ainda criticar, mas sim estabelecer um parâmetro de comparação entre o sertanejo de raiz e o chamado sertanejo universitário que ouvimos hoje em dia.

Até alguns anos atrás, tinhamos aquele estilo musical herdeiro da música caipira e da moda de viola com melodia simples e melancólica. O sertanejo, originalmente, refere-se à cultura nordestina, do interiorano, contando histórias de suas vidas, amores ainda em épocas de política dos coronéis. São histórias vividas em zonas rurais. As músicas muitas vezes eram tocadas com instrumentos típicos do Brasil-colônia, como viola, acordeon e gaita.

Porém, a partir da década de 1980 começa uma exploração comercial massificada do estilo "sertanejo"Surgem inúmeros artistas, quase sempre em duplas, que são lançados por gravadoras e expostos como produto de cultura de massa. Esses artistas passam a ser chamados de "duplas sertanejas". Começando com Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo, uma enxurrada de duplas do mesmo gênero segue o fenômeno, que alcança o seu auge entre 1988 e 1990. Em seguida, o estilo tem uma certa decadência na mídia, esta música sertaneja perde bastante popularidade.

No início da década de 2000 esse estilo se reaviva, começando com o sucesso de Bruno & Marrone e Edson & Hudson. Houve a partir daí grande divulgação na mídia, sobretudo telvisiva. Daí, dessa popularidade, foi que começaram a surgir as duplas de sertanejo universitário, cujos temas nem de longe aproximam-se do sertanejo original. Trata-se mais de uma música para se tocar em balada, os instrumentos ja são mais variados, abusa-se de guitarra e até percussão. Esse é o "sertanejo" que virou moda, que toma conta em festas, reuniões, rádios... As letras ficaram fáceis e mais próximas da realidade do jovem universitário.

A música rural, que mantém seus temas, deixa então de ser chamada de sertanejo e passa a ser denomidada "música de raiz", querendo dizer, com isso, que está ligada verdadeiramente às suas raízes rurais, à moda de viola e à terra, ao sertão.


Nota-se claramente que para fazer mais sucesso, para vender mais, teve que se perder muito ou quase tudo do sertanejo original. As duplas que fazem mais sucesso são aquelas mais distantes da raiz..




Ana Carolina Alves

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CAZUZA - O TEMPO NÃO PÁRA


Sob a direção de Walter Carvalho e Sandra Werneck, com estréia no Brasil em 11/06/2004, o filme Cazuza – O Tempo Não Pára gerou uma polêmica enorme entre os espectadores.
Quem assistiu o filme, viu um Cazuza "playboyzinho" da Zona Sul, mimado pelos pais, que se afundou nas drogas e transformou a vida em uma grande orgia, literalmente.
Foram inúmeras críticas ao filme e ao próprio Cazuza. Com cenas fortes, alguns tiveram a visão de que o cantor era um "porra-louca", filhinho de papai que vivia de sexo, drogas e rock ‘n roll.

Na época do lançamento, eu recebi um email de uma psicóloga que criticava ferozmente a transmissão do filme, dizendo que era uma apologia às drogas e bacanais e que nossos jovens e adolescentes não precisavam nem deviam cultuar ídolos como Cazuza, uma pessoa sem conceitos de certo e errado.
Bom, não quero discutir a idéia que cada um tem de seus ídolos, nem se gostam ou não do Cazuza, mas acredito que nem todos tiveram a visão correta do filme.
O filme mostra o Cazuza como o exemplo de uma árvore que vive no pântano, impregnada de parasitas, apodrecendo rapidamente, mas que produz frutos bons, mostra uma realidade de uma pessoa cheia de problemas, que não serve de exemplo para ninguém, mas que compôs belas poesias, que se não fossem tão boas, não fariam sucesso até hoje.


Pessoas erradas também produzem bons frutos, a eles é dada a oportunidade de mudar, se não eles próprios, os outros.
Essa é a essência da arte e do artista.

P.s: Quem ainda não assistiu ao filme, aconselho que assista. Quem já assistiu, assista novamente. Ambos fazendo essa leitura que propuz.

Dados técnicos do filme:
Nome: Cazuza – O Tempo Não Pára
Gênero: Drama
Duração: 98 minutos.
Ano de Lançamento: 2004.
Estréia no Brasil: 11/06/2004
Estúdio: Columbia.
Direção: Walter Carvalho / Sandra Werneck.


Yara Marchini.
P.s.2: É, por incrível que pareça minha vida não é só sertanejo não !