
Esta é a quantia necessária para a adequação do estado que vai sediar as Olimpíadas de 2016. Um sonho idealizado há algumas décadas atrás, quando o Brasil veio a fracassar por três vezes, mas justamente agora, na época em que o Presidente Lula é chamado de “O Cara” pelo mais importante líder mundial Barack Obama, o Brasil leva para o Rio de Janeiro as Olimpíadas que acontecerão daqui sete anos.
A delegação brasileira que foi até a Dinamarca ficou hospedada no Hotel SKT Petri, local que foi praticamente fechado desde o início da semana somente pela ‘nossa delegação’. O governo não divulgou os gastos desta imensa comitiva nacional formada por políticos, atletas e dirigentes. Algumas centenas de convidados e dezenas de bicões que festejaram até altas horas da madrugada a conquista do Rio 2016.
Este tipo de gasto é exorbitante para tão pouco benefício que trará para o País, ou mesmo para o Rio de Janeiro. Os jogos Pan-Americanos de 2007, por exemplo, nos deixaram vários estádios mal projetados e localizados, e agora vazios. Tantos milhões de reais fixados em uma obra que não educa e não trata pessoas que precisam de assistência médica.
Há um estudo divulgado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que exibe o ‘Mapa do fim da Fome no Brasil’, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD). Este estudo aponta que existe hoje no país 29,3% da população vivendo na miséria, isso corresponde a aproximadamente 50 milhões de brasileiros das mais variadas idades. Esta pesquisa apontou resultados que deveriam ser levados em conta tendo em vista a tão evidente luta governamental pelas ‘pessoas pobres do país’.
Erradicar a miséria no Brasil significa R$ 1,69 bilhão por mês, isto é 2% do PIB, ou seja, R$ 10,4 reais (dez reais e quarenta centavos) por brasileiro para solucionar o problema da fome no país. A idéia principal desta pesquisa é apresentar para a população como custa pouco erradicar a pobreza no país.
Pois então é uma questão de análise de comportamento governamental e dos ministros e secretários que auxiliam o governo a tomar as decisões corretas para ‘todos’. Talvez seja vantajoso ‘investir’ R$ 14 bilhões em obras para serem usadas somente uma ou duas vezes.
Porém como bons brasileiros que somos sabemos que o governo toma várias atitudes irresponsáveis, mas o que é mais impressionante é ver pessoas cultas e esclarecidas deixarem se levar por essa brincadeira.
Por Raul
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