sábado, 28 de novembro de 2009

O Passeio do Estressado

Barulho, muito barulho. Um diferente do outro. Porém barulho.

TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC estava quase na hora de fechar as portas do mercadão municipal. E lá estava eu todo empolgado para conhecer ou pelo menos me divertir e sair de um mundo estressante.
Logo fui andar pelos corredores abarrotados de placas com muitas informações, que chegava a doer a cabeça. ZIIIINNNNNN ZIIIINNNNN PLAAAAAAA PLAAAAAA e uma placa dizendo: Estamos em Obras, coisa que precisa avisar? Todo aquele barulho já me tinha subido a cabeça. Mas eu respirei fundo e pensei: “Calma, Calma, continue a andar, continue a andar”.
FIUU FIUUU só faltava essa, um operário assovia para uma mocinha que desfilava pelos corredores as suas delicias, ela rebolou muito mais ainda. MÃEEE EU QUEROOO esgoelava e rastejava uma criança birrenta tudo por que queria uma boneca de pano.
Os barulhos só aumentavam, e eu queria que aquela tortura acabasse o quanto antes. ROIN ROIN agora até minha barriga emitia ruídos, mas este eu poderia resolver. Comendo. E lá fui eu procurar algo legal. Bolinho de carne; não, pastel de bacalhau; não, sopa de ervilha; também não, até que algo me chamou a atenção: pão com Mortadela. Pensei comigo: Algo legal e que sustenta.
Maldita hora em que fui comer, nunca vi tanta mortadela junta. Imagina só: pão, 10 quilos de mortadela e pão novamente, só alguém com o tamanho da boca da Cicarele para poder abocanhar aquilo. Mas eu tentei, eu juro que tentei, mas não por muito tempo.
Continuei o meu “super” passeio no mercadão. PLAAAFF um pobre coitado derruba um saco de feijão, no meu pé. Desculpas! Foi a única palavra em que ouvi no momento, eu me lembro que disse que não havia problema, com uma cara de ódio para o senhorzinho. Dentro do meu sapato até hoje sinto os caroços me irritar.
Já tinha chego ao meu estopim. O único barulho que eu ouvia era a das portas se fechando. Graças a Deus tinha acabado aquela tortura, cuja era pra ser um passeio.
Não via à hora de deitar na minha cama e ficar longe de todos os ruídos. Mas para isso eu tive que tomar o ônibus, me irritou um pouco mais. Mas depois eu conto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário