Barulho, muito barulho. Um diferente do outro. Porém barulho.
TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC estava quase na hora de fechar as portas do mercadão municipal. E lá estava eu todo empolgado para conhecer ou pelo menos me divertir e sair de um mundo estressante.
Logo fui andar pelos corredores abarrotados de placas com muitas informações, que chegava a doer a cabeça. ZIIIINNNNNN ZIIIINNNNN PLAAAAAAA PLAAAAAA e uma placa dizendo: Estamos em Obras, coisa que precisa avisar? Todo aquele barulho já me tinha subido a cabeça. Mas eu respirei fundo e pensei: “Calma, Calma, continue a andar, continue a andar”.
FIUU FIUUU só faltava essa, um operário assovia para uma mocinha que desfilava pelos corredores as suas delicias, ela rebolou muito mais ainda. MÃEEE EU QUEROOO esgoelava e rastejava uma criança birrenta tudo por que queria uma boneca de pano.
Os barulhos só aumentavam, e eu queria que aquela tortura acabasse o quanto antes. ROIN ROIN agora até minha barriga emitia ruídos, mas este eu poderia resolver. Comendo. E lá fui eu procurar algo legal. Bolinho de carne; não, pastel de bacalhau; não, sopa de ervilha; também não, até que algo me chamou a atenção: pão com Mortadela. Pensei comigo: Algo legal e que sustenta.
Maldita hora em que fui comer, nunca vi tanta mortadela junta. Imagina só: pão, 10 quilos de mortadela e pão novamente, só alguém com o tamanho da boca da Cicarele para poder abocanhar aquilo. Mas eu tentei, eu juro que tentei, mas não por muito tempo.
Continuei o meu “super” passeio no mercadão. PLAAAFF um pobre coitado derruba um saco de feijão, no meu pé. Desculpas! Foi a única palavra em que ouvi no momento, eu me lembro que disse que não havia problema, com uma cara de ódio para o senhorzinho. Dentro do meu sapato até hoje sinto os caroços me irritar.
Já tinha chego ao meu estopim. O único barulho que eu ouvia era a das portas se fechando. Graças a Deus tinha acabado aquela tortura, cuja era pra ser um passeio.
Não via à hora de deitar na minha cama e ficar longe de todos os ruídos. Mas para isso eu tive que tomar o ônibus, me irritou um pouco mais. Mas depois eu conto.
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