terça-feira, 22 de junho de 2010

Sequelas físicas e mentais provocadas por acidentes de trânsito mostram que não apenas casos fatais preocupam Maringá

Em todo Brasil a quantidade de acidentes de trânsito crescem constantemente. Os números de mortes sobem a cada dia nas estatísticas. Mas algo de proporção igualmente dolorosa não é contabilizado: vítimas do trânsito que sofrem algum tipo de lesão. Pessoas que ficam com seqüelas e passam por longos processos de reabilitação. Muitos destes casos de acidentes não são sequer identificados pela policia.

Neste ano em Maringá já foram registradas 41 vitimas fatais em acidentes de trânsito, sendo 29 no perímetro urbano e 12 na Avenida Colombo que está sem radares fixos de velocidade. Número preocupante, já que em 2009 aconteceram 55 mortes.

O grande volume de colisões tem preocupado o Setran, que está realizando uma nova campanha para conscientização da população em relação a vitimas de trânsito. Depoimentos e imagens fortes, serão a forma de divulgação para tentar diminuir os acidentes. “Estamos realizando uma forma constante de divulgação para que isso (os acidentes) deixe de acontecer”, afirma o secretário de transportes, Walter Guerlles. A secretaria está realizando palestras educativas em escolas públicas, privadas e empresas.
A maior parte dos acidentes ocorre por excesso de velocidade, um dos principais desrespeitos as leis. Há falta de responsabilidade tanto por parte dos motoristas quanto dos pedestres.

Veja a campanha de conscientização do Setran

A fisioterapeuta Gabriela Gonçalves fala sobre consequências ortopédicas e traumas decorrentes de acidentes de trânsito não fatais


Maurício Leonel Correa sofreu um acidente de trânsito em julho de 2007. O caminhão que conduzia perdeu o freio e tombou, batendo em uma árvore. Correa, aos 25 anos, ficou tetraplégico devido a uma lesão na quarta vértebra da coluna cervical. Em depoimento, ele conta como tem superado o trauma e de que forma adaptou a vida à nova condição. A mãe de Correa, Maria de Jesus, fala como está sendo a recuperação e as dificuldades encontradas na reabilitação.




A psicóloga da Associação Norte Paranaense de Reabilitação(ANPR) Carmen Lúcia Messias Parrilha conta como são as sequelas psicológicas provocadas por acidentes de trânsito.


Há oito meses, Jeremias Aparecido vem se recuperando do traumatismo craniano que sofreu em um acidente de trânsito. Um estudante de medicina bateu fortemente contra a moto que Aparecido pilotava e não prestou socorro. A mulher dele Ana Kaline da Silva, conta como foi o acidente, pois a vítima ainda não consegue desenvolver uma boa comunicação, ainda está muito confuso em decorrência dos traumas sofridos no acidente. Veja o depoimento

Festas Universitárias movimentam economia de Maringá e região

Os finais de semana em Maringá são movimentados por festas regadas a música - quase sempre sertaneja - e bebida. As chamadas cervejadas, nem sempre bem vistas, são responsáveis por um grande movimento na economia da cidade e da região.
Em apenas uma única festa, trabalham cerca de 80 pessoas, direta ou indiretamente. Empresas de segurança, instalação de palco e som, aluguel de banheiros químicos, distribuidor de bebidas, cobertura de eventos são algumas das que prestam serviços terceirizados para realização desta festa.

Quatro meninos de idades, profissões e cursos diferentes se uniram para realizar uma cervejada em Maringá. O evento deu certo. Para comemorar o sucesso, Gustavo, Alcides, Felipe e Matheus se reuniram para fazer o balanço. Aproveitamos para conversar com eles sobre a organização do evento. Veja abaixo:

*** vídeo Meninos


Uma das empresas de cobertura de eventos de Maringá é o Click do Gato, que faz fotos e banners, divulgando as festas antes e depois. A empresa faz cobertura de desfiles, inaugurações, palestras, coquetéis, baladas, festas universitárias, barzinhos, casamentos e todos os tipos de acontecimentos organizados que são divulgados.
O Click do Gato faz fotos em baladas, eventos e nas festas universitárias - que acontecem na sua maioria em chácaras.
A equipe de trabalho é composta por cinco funcionários internos que ficam no escritório, e três fotógrafos fixos. Quando o evento é muito grande, no caso de Expoingá, são contratados freelances, para ajudar a fazer as fotos.
O lucro do Click do Gato provém dos anúncios e fotos vendidas e da cobertura fotográfica dos eventos. Somando tudo, os valores variam entre R$20 mil e R$30mil reais dependendo do movimento do mês.

Click para ver mais


Ouça a entrevista com Gisele Mendes:


Por ser um pólo sertanejo, as principais atrações musicais das festas universitárias de Maringá são suplas sertanejas. Para as duplas, as cervejadas são ótimas oportunidades de divulgar seu trabalho para o público alvo, além, é claro, de garantir um cachê extra.
Veja a entrevista com a dupla Pedro Lucas e Renato, que realizam shows frequentemente em festas universitárias:




Mais do que garantir entretenimento aos estudantes, a realização das festas universitárias garante a geração de empregos e a movimentação da economia. Em alguns casos a brincadeira pode ficar séria, como no de Matheus, Gustavo, Alcides e Felipe, que pensam em fazer da organização de festas uma profissão.

Empresas e moradores contribuem com a poluição do Córrego Mandacaru

O tempo passa e os responsáveis pela poluição do Córrego não são “encontrados”

Afluente do Ribeirão Maringá, o Córrego Mandacaru corta parte da cidade de Maringá, sendo sua nascente na parte mais baixa da Avenida Colombo e desembocando no próprio Ribeirão.

Visitando parte da bacia é fácil perceber que há muito tempo não passa fiscalização alguma por ali. O rio está sendo alvo de poluição causada não só pelos moradores, mas também por empresas que não tem sistema de tratamentos de efluentes, como lava-jatos, lavanderias e postos de combustíveis. O lixo e o mau cheiro de esgoto sem tratamento estão tomando conta do lugar e a água está cada vez mais escura, principalmente quando chove, conta um dos moradores. Ouça abaixo a entrevista.



Veja imagens do estado de descaso no Córrego Mandacaru
Córrego Mandacaru

Duas famílias residem na beira do rio e muitas outras nas redondezas. Os vestígios da poluição são humanos, é notável que o lixo começa na parte humanizada e chega até o córrego. “Eu calculo que os moradores daqui não ajudam a poluir o rio. Eu calculo que são as empresas que poluem. Tanto é que todo o esgoto cai ali, o lixo da rua cai ali”, conta o morador Josuel Nascimento. Acompanhe abaixo.



A nascente do rio está em melhor conservação, há algum tempo foram feitas recomposições da vegetação, mas ao ultrapassar a mata ciliar, é visível o agravante do problema. O lixo que pode visto no córrego vai desde sacola plástica, caixa de leite, garrafas, frutas, fraldas descartáveis até brinquedos e sapatos velhos. Todos esses entulhos vão se acumulando e tomando conta da água e da vegetação. “A poluição é resultado de um conjunto de práticas que estão articulados com os comportamentos sociais. Assim, quem polui não é somente um indivíduo dentro do sistema, mas o próprio modo de operar das pessoas dentro do sistema”, explica o professor de Geografia da UEM, Jorge Villalobos. E ainda complementa “Cabe a todo e qualquer homem a atitude de fiscalizar o lixo depositado no córrego” (Leia nossa opinião sobre o assunto).

A Secretaria do Meio Ambiente diz já ter tomado as devidas providências, mas não é isso que notamos ao olhar a situação do rio. O principal trecho poluído está na Zona 7. Veja nas fotos, a situação que o Córrego Mandacaru se encontra.

As pessoas ou empresas que forem pegas poluindo o Córrego serão notificadas e em casos de reincidências os infratores serão multados e deverão se regularizar com a Secretaria do Meio Ambiente. Quando constatada a poluição é dever do infrator retirar o lixo do local, mas segundo o secretario Sergio Viotto, Maringá só tem três fiscais para fiscalizar todos os focos de poluição da cidade.

É preciso pensar na restauração da natureza e na melhor condição das águas. É preciso que as pessoas se conscientizem que estão prejudicando o meio ambiente com atitudes que poderiam ser evitadas. Lugar de lixo não é na beira do rio.

Essa situação virou um jogo de empurra. A prefeitura diz que os poluidores são os moradores e empresas. Os moradores da margem do rio dizem que quem deposita os lixos são as empresas. E os moradores das redondezas dizem que são os moradores da beira do córrego. E quem sofre com isso é a natureza e consequentemente todo o ser humano.


Veja reportagem de Mariama Pacífico com o ambientalismo Jorge Villalobos



Acompanhe entrevista realizada por Natalia Vasconcelos

Falta de consciência gera poluição

Mariama Pacífico

Poluição: “Ato de poluir. Degradação das características químicas e físicas de um ecossistema. Conseqüência do ato de sujar, corromper e degradar, no sentido físico ou não”. São esses os significados encontrados para a palavra poluição no dicionário da Língua Portuguesa. E são exatamente essas características que são encontradas à beira do Córrego Mandacaru. Colchões, pedaços de sofá e latas de óleo são alguns dos objetos que podem ser vistos nas margens. O que predomina nesse ambiente é o mau cheiro causado pelo esgoto, sem tratamento algum. Os objetos encontrados revelam que há algum tempo não passa fiscalização alguma pelo rio, fazendo com que os detritos se acumulem cada vez mais. Ao mesmo tempo, a cor da água e a espuma encontradas nos trazem a mesma conclusão. Caminhando pela extensão do Córrego é possível ouvir os animais que vivem por ali e observar árvores verdes, de diferentes formas e tamanhos, mas infelizmente o que mais chama atenção nessa paisagem, não é a natureza, mas sim o lixo presente desde a parte mais humanizada até lá em baixo. Fica evidente a falta de informação e conscientização das pessoas. Será que não pensam no futuro? Até onde querem chegar? A água que estamos poluindo hoje é a mesma água que mais tarde iremos consumir, por isso é nosso dever preservá-la. Será que quando nos desfazemos daquilo que não nos é útil e deixamos em qualquer lugar, sabemos quais as conseqüências disso? Quando o homem polui seria por ignorância, falta de conscientização ou simplesmente um descaso? As três situações são preocupantes. A mãe natureza está se voltando contra o homem. Enchentes aqui. Desmatamentos lá. É fácil julgar quando o problema está ao lado. Mas, quando chega até nós, parece que o problema se torna muito maior e mais grave do que o do vizinho. É preciso buscar conhecimento ou apenas esperar que alguém chame atenção ao que está acontecendo? Não é apenas um indivíduo que mudará por completo essa situação, mas a partir dele, é que a diferença vai acontecer. É dever não apenas de um indivíduo, mas da sociedade por completa cuidar de um patrimônio que é de todos e fará falta quando tudo se extinguir. É preciso mudar o modo que estamos vivendo, antes que nosso futuro não aconteça.

sábado, 19 de junho de 2010

Praça da Catedral – Turismo, Lazer e Cultura

Localizada na Avenida Tiradentes, Zona 02 de Maringá, a Praça da Catedral é o maior point de movimento e lazer gratuito da cidade nos fins de semana.

Os frequentadores se diversificam entre jovens, crianças, idosos e famílias que fazem do local um ponto de encontro para realizar os mais diversos programas, ou até mesmo passar momentos tranquilos frente à bela vista da Igreja Basílica Menor Nossa Senhora da Glória. Para o grupo de rock, Conexão Hardcore, a área serve para os integrantes ensaiarem e até mesmo como palco de singelas apresentações. “Seria legal se fosse realizado um evento para bandas. Para mim, é isso que falta”, reivindica o estudante Marlon da Silva.

DSC01684

Veja mais imagens clicando aqui

Recentemente a prefeitura definiu a restrição do estacionamento da praça para o uso exclusivo de pedestres e ciclistas. Aos sábados, o espaço é fechado após a última missa, às 20h30, e liberado na manhã de domingo às 6 horas, voltando a ser fechado para veículos às 12h30 de domingo e reaberto às 6 horas da segunda-feira.

A medida agradou à comunidade e comerciantes que vinham sendo prejudicados com o barulho provocado pelo som alto dos carros e algazarra dos jovens. O vendedor de raspadinhas, Adriano Barison, destaca que a iniciativa colaborou para o aumento do movimento e a presença de famílias aos redores da Catedral. “O nível está muito bom agora. Não tem mais aquele arruaceiro de antes”, finaliza.

Confira o vídeo do Grupo Muzenza de Capoeira. Eles se apresentam mensalmente na Praça da Catedral.


Ouça a entrevista concedida por um dos integrantes do grupo Conexão Hardcore e do Comerciante Adriano Barison:

Preservação

A quantidade de lixeiras disponíveis na Praça da Catedral não suportam a demanda de lixo. A maioria dos usuários acabam poluindo o ambiente, jogando garrafas, latas e sacos plásticos no chão. As poucas lixeiras existentes transbordam durante os finais de semana, isto porque as pessoas que utilizam o espaço trocam as praças de seus bairros, que na maioria das vezes possui más condições de uso, por um local mais agradável. Mas o que realmente acontece, é que o ambiente fica poluído se não houver a conscientização das pessoas em fazer a sua parte para manter a limpeza do local.

Antigamente a Praça possuía espelhos d’água, chafariz e fontes luminosas à sua volta, que eram atrativos para a cidade. Com o tempo, esses itens foram degradados por alguns frequentadores e hoje já não estão mais ativos para o público.

Ela está localizada na Zona 02, região central, próxima ao Parque do Ingá e também do Terminal Rodoviário, isso explica a grande quantidade de visitantes. Não são apenas maringaenses, mas moradores de toda a região e de outras localidades, que querem conhecê-la, pois é um ponto turístico de fácil acesso. Mas se não houver a colaboração de todos, em breve este cartão-de-visitas será extinto.





quinta-feira, 17 de junho de 2010

Terrenos em Maringá viram depósitos de lixo

O acúmulo de lixos e entulhos em terrenos baldios é o reflexo da falta de conscientização da população.
Em alguns bairros de Maringá, esses terrenos se tornaram depósitos de mobílias velhas.



Mas estes não foram os únicos tipos de resíduos encontrados. Na Rua Euclides Cordeiro da Silva - Jardim Paulista - há um terreno que mais parece um depósito de lixo. Garrafas, televisores, lixo doméstico e papeis são alguns dos materiais a vista.

O representante de vendas, Rhaide Galla, reside ao lado desse terreno e revela que o maior problema são os ratos. E acredita que são alguns residentes do próprio bairro os culpados pelo “lixão”:



O secretário de serviços públicos, Vagner Mússio, diz que as pessoas flagradas despejando lixos ou entulhos em terrenos impróprios serão multadas.
E apresenta ainda, alternativas para que essa irregularidade não continue - ouça abaixo: