Mariama Pacífico
Poluição: “Ato de poluir. Degradação das características químicas e físicas de um ecossistema. Conseqüência do ato de sujar, corromper e degradar, no sentido físico ou não”. São esses os significados encontrados para a palavra poluição no dicionário da Língua Portuguesa. E são exatamente essas características que são encontradas à beira do Córrego Mandacaru. Colchões, pedaços de sofá e latas de óleo são alguns dos objetos que podem ser vistos nas margens. O que predomina nesse ambiente é o mau cheiro causado pelo esgoto, sem tratamento algum. Os objetos encontrados revelam que há algum tempo não passa fiscalização alguma pelo rio, fazendo com que os detritos se acumulem cada vez mais. Ao mesmo tempo, a cor da água e a espuma encontradas nos trazem a mesma conclusão. Caminhando pela extensão do Córrego é possível ouvir os animais que vivem por ali e observar árvores verdes, de diferentes formas e tamanhos, mas infelizmente o que mais chama atenção nessa paisagem, não é a natureza, mas sim o lixo presente desde a parte mais humanizada até lá em baixo. Fica evidente a falta de informação e conscientização das pessoas. Será que não pensam no futuro? Até onde querem chegar? A água que estamos poluindo hoje é a mesma água que mais tarde iremos consumir, por isso é nosso dever preservá-la. Será que quando nos desfazemos daquilo que não nos é útil e deixamos em qualquer lugar, sabemos quais as conseqüências disso? Quando o homem polui seria por ignorância, falta de conscientização ou simplesmente um descaso? As três situações são preocupantes. A mãe natureza está se voltando contra o homem. Enchentes aqui. Desmatamentos lá. É fácil julgar quando o problema está ao lado. Mas, quando chega até nós, parece que o problema se torna muito maior e mais grave do que o do vizinho. É preciso buscar conhecimento ou apenas esperar que alguém chame atenção ao que está acontecendo? Não é apenas um indivíduo que mudará por completo essa situação, mas a partir dele, é que a diferença vai acontecer. É dever não apenas de um indivíduo, mas da sociedade por completa cuidar de um patrimônio que é de todos e fará falta quando tudo se extinguir. É preciso mudar o modo que estamos vivendo, antes que nosso futuro não aconteça.
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