quarta-feira, 27 de maio de 2009

Improvável

A nova atração presente nos teatros de São Paulo e que vêm fazendo sucesso em todo o Brasil, é o espetáculo “Improvável”, fundado pela Cia. Barbixas de Humor.

Baseado no programa “Whose Line is it Anyway?" (Inglaterra e EUA), as apresentações são feitas de improvisos, onde os atores interagem com a platéia e esta torna-se roteirista de todas as cenas.

Como o Improvável é um jogo de improvisos, os atores são chamados de jogadores. O elenco é composto por Anderson Bizzocchi, Elidio Sanna, Daniel Nascimento e um artista convidado.


Este é um projeto de humor que está em cartaz há apenas um ano e que até agora não caiu nas “garras” da grande mídia, o que tiraria a livre criatividade dos atores e a originalidade da peça teatral.

*Obs: Infelizmente na agenda do espetáculo ainda não consta o Paraná, mas você pode ter uma “palhinha” da Cia. Barbixas de Humor na Sexta-feira às 01h30 e Domingo às 17h30, no Programa Quinta Categoria da MTV.
Para obter mais informações acesse o site www.improvavel.com.br e também assista os vídeos no youtube.
(Priscila Marques)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Somba, a banda de sombagulho


Do velho rock in roll à mistura de psicodelia e musica regional, a banda Somba, de Belo Horizonte, MG, trás em suas composições uma grande variação de ritmos. Pouco conhecida no cenário musical brasileiro, sua proposta é mostrar a cultura brasileira de uma forma bem humorada, com influencias de grandes nomes da literatura e música, destacando-se Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa.

Em sua formação atual, composta por Leandro Dias (bateria e voz), Vladmir Cerqueira (guitarra e voz), Guilherme Castro (guitarra e voz) e Avelar Jr. (baixo e voz) lançou o mais recente play Cuma? (2007), destacando as faixas Homem Virtuanderthal e Destino. Antes da formação atual, o grupo já foi um Power Trio, lançando o EP Abbey Roça (2000) e o CD Clube da Esquina dos Aflitos (2003) possuindo 14 faixas sendo uma faixa multimídia. Porém, as baquetas eram comandadas por Carlos França, musico experiente por passar em diversas bandas de BH.

Caracterizado como um panorama da musica regional brasileira dos anos 60 e 70, para o grupo Somba, “ser brasileiro é sinônimo de diversidade e riqueza cultural”, explicação de suas composições serem tão ecléticas. Para mais informações, a banda possui um site próprio, myspace e comunidade no Orkut.Vale a pena conferir o som da banda e sair um pouco daquela velha rotina de som cult. Até o próximo post com mais uma banda ou cantor desconhecido do nosso Brasil.


site: www.somba.com.br

myspace: http://www.myspace.com/sombabh

comunidade: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=240836



xFrancisco Juniorx



Favela Cult

FAVELA CULT

O cinema brasileiro tem se especializado em produzir um novo tipo de filmes, o cinema-favela. Esse fenômeno começou com o grande sucesso do filme Cidade de Deus, que recebeu quatro indicações ao Oscar em 2004, e projetou mundialmente o diretor Fernando Meirelles. Recentemente, Tropa de Elite, recebeu o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2008, sob a acusação de ser fascista e de estimular a violência policial. O último filme a entrar na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro foi Ùltima Parada 174, que narra a vida de Sandro do Nascimento, ex menino de rua que seqüestrou em junho de 2000, o ônibus da linha 174, que resultou na morte da professora Geísa Firmo Gonçalves e na morte do próprio sequestrador.
A fórmula é conhecida: garoto da favela que entra na marginalidade por falta de oportunidades de emprego, geralmente abandonado ou negligenciado pelos pais. Sabemos que isso é uma realidade nacional, mas acredito que deveria haver mais variedades de temas, que não se pautem apenas na violência.
Filmes como Central do Brasil e Carlota Joaquina, tiveram grande repercussão internacional, fizeram com que o cinema nacional fosse aceito pelos brasileiros, sem haver tiros disparados.
Sabemos que vivemos num país com sérios problemas sociais, e que a violência cresce de forma assustadora a cada dia, mas o Brasil não merece ser reduzido a apenas isso. Acho que já passou a hora de vendermos o país no exterior como a terra do Carnaval, e só.
Michele Silva

terça-feira, 19 de maio de 2009

O Sequestro dos Uruguaios


Este livro é uma reportagem dos tempos da ditadura. Mostra como adversários eram punidos com tortura,desaparecimento e a morte.

A história acontece em 1978, na cidade de Porto Alegre, o repórter Luiz Cláudio Cunha e o fotógrafo J.B.Scalco recebem um telefonema informando sobe o seqüestro dos uruguaios Lílian Celiberti e Universinho Díaz.

A denúncia dos repórteres frustrou o seqüestro. A pressão da imprensa e repercussão na opinião pública constrangeram Montevidéu e Brasília. Os seqüestradores de Porto Alegre, contrariando a regra de sangue da Condor,escaparam vivos para contar a história de uma multinacional do terror que não costuma deixar sobreviventes.

Trinta anos depois o repórter Luiz Cláudio Cunha, outro sobrevivente conta detalhes inéditos dessa aventura jornalística.

O livro tem 463 paginas, vale a pena ler este livro, pois contribui muito para a carreira jornalística que estamos seguindo.


Franciele Arcas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Do sertão às universidades


Empolgada com o comentário da Yara a respeito de não pensar só em sertanejo. Resolvi seguir a linha do meu post anterior e mais uma vez escrever sobre música.

O SERTANEJO. Minha intenção não é elogiar e menos ainda criticar, mas sim estabelecer um parâmetro de comparação entre o sertanejo de raiz e o chamado sertanejo universitário que ouvimos hoje em dia.

Até alguns anos atrás, tinhamos aquele estilo musical herdeiro da música caipira e da moda de viola com melodia simples e melancólica. O sertanejo, originalmente, refere-se à cultura nordestina, do interiorano, contando histórias de suas vidas, amores ainda em épocas de política dos coronéis. São histórias vividas em zonas rurais. As músicas muitas vezes eram tocadas com instrumentos típicos do Brasil-colônia, como viola, acordeon e gaita.

Porém, a partir da década de 1980 começa uma exploração comercial massificada do estilo "sertanejo"Surgem inúmeros artistas, quase sempre em duplas, que são lançados por gravadoras e expostos como produto de cultura de massa. Esses artistas passam a ser chamados de "duplas sertanejas". Começando com Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo, uma enxurrada de duplas do mesmo gênero segue o fenômeno, que alcança o seu auge entre 1988 e 1990. Em seguida, o estilo tem uma certa decadência na mídia, esta música sertaneja perde bastante popularidade.

No início da década de 2000 esse estilo se reaviva, começando com o sucesso de Bruno & Marrone e Edson & Hudson. Houve a partir daí grande divulgação na mídia, sobretudo telvisiva. Daí, dessa popularidade, foi que começaram a surgir as duplas de sertanejo universitário, cujos temas nem de longe aproximam-se do sertanejo original. Trata-se mais de uma música para se tocar em balada, os instrumentos ja são mais variados, abusa-se de guitarra e até percussão. Esse é o "sertanejo" que virou moda, que toma conta em festas, reuniões, rádios... As letras ficaram fáceis e mais próximas da realidade do jovem universitário.

A música rural, que mantém seus temas, deixa então de ser chamada de sertanejo e passa a ser denomidada "música de raiz", querendo dizer, com isso, que está ligada verdadeiramente às suas raízes rurais, à moda de viola e à terra, ao sertão.


Nota-se claramente que para fazer mais sucesso, para vender mais, teve que se perder muito ou quase tudo do sertanejo original. As duplas que fazem mais sucesso são aquelas mais distantes da raiz..




Ana Carolina Alves

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CAZUZA - O TEMPO NÃO PÁRA


Sob a direção de Walter Carvalho e Sandra Werneck, com estréia no Brasil em 11/06/2004, o filme Cazuza – O Tempo Não Pára gerou uma polêmica enorme entre os espectadores.
Quem assistiu o filme, viu um Cazuza "playboyzinho" da Zona Sul, mimado pelos pais, que se afundou nas drogas e transformou a vida em uma grande orgia, literalmente.
Foram inúmeras críticas ao filme e ao próprio Cazuza. Com cenas fortes, alguns tiveram a visão de que o cantor era um "porra-louca", filhinho de papai que vivia de sexo, drogas e rock ‘n roll.

Na época do lançamento, eu recebi um email de uma psicóloga que criticava ferozmente a transmissão do filme, dizendo que era uma apologia às drogas e bacanais e que nossos jovens e adolescentes não precisavam nem deviam cultuar ídolos como Cazuza, uma pessoa sem conceitos de certo e errado.
Bom, não quero discutir a idéia que cada um tem de seus ídolos, nem se gostam ou não do Cazuza, mas acredito que nem todos tiveram a visão correta do filme.
O filme mostra o Cazuza como o exemplo de uma árvore que vive no pântano, impregnada de parasitas, apodrecendo rapidamente, mas que produz frutos bons, mostra uma realidade de uma pessoa cheia de problemas, que não serve de exemplo para ninguém, mas que compôs belas poesias, que se não fossem tão boas, não fariam sucesso até hoje.


Pessoas erradas também produzem bons frutos, a eles é dada a oportunidade de mudar, se não eles próprios, os outros.
Essa é a essência da arte e do artista.

P.s: Quem ainda não assistiu ao filme, aconselho que assista. Quem já assistiu, assista novamente. Ambos fazendo essa leitura que propuz.

Dados técnicos do filme:
Nome: Cazuza – O Tempo Não Pára
Gênero: Drama
Duração: 98 minutos.
Ano de Lançamento: 2004.
Estréia no Brasil: 11/06/2004
Estúdio: Columbia.
Direção: Walter Carvalho / Sandra Werneck.


Yara Marchini.
P.s.2: É, por incrível que pareça minha vida não é só sertanejo não !

terça-feira, 12 de maio de 2009

Jornalistas... ?

Neste sistema de livre expressão,
há vômitos que parecem não vir
do mesmo estômago de quem os lançam.


Diego Fernandes

Cemitério dos Automóveis sente o Impacto do Rock




Bandas


Representantes da Marca Stooge



André Betonni - Idealizador do evento




HISTÓRIA

Após seis edições em Londrina, uma em Assis-SP e mais a gravação de um DVD ao vivo com 12 bandas, a Impacto Rock chega a sua 7ª edição, novamente realizada em Londrina.

Tudo começou com a idéia de fazer algo diferente, inovador e semelhante aos festivais de rock de São Paulo. A partir desses critérios, André Betonni e Juninho, começaram a projetar o primeiro Impacto Rock em 2006.

A proposta de Betonni e Juninho era abrir espaço para bandas independentes se auto-divulgarem, mostrando seu ''som'' e performances, ideal que permanece vivo até hoje, pois as bandas que se apresentam continuam sendo do universo urderground.


VERSÃO 7


A Impacto Rock 7, aconteceu dia 09 de maio no Cemitério dos Automóveis (Vila cultural de Londrina). O horário marcado para abertura era às 16h, mas devido a chuva, foi dado início por volta das 17h, porém, isto não impediu que o evento recolhesse grande público.

Desta vez as bandas que subiram ao palco foram a So What?, de Maringá; Karcere, de Apucarana; Win32, de Rolândia; Narinas, de Cambé. As bandas de Londrina foram, Link 16, Riff Zero5, Bloodfield e Beatrice.

Nesta edição foram arrecadados alimentos para instituições carentes da cidade, o propósito era cobrar meia entrada para quem levasse a doação. Estratégia que funcionou muito bem.
Outro diferencial desta etapa, foi a presença da marca STOOGE,vendendo roupas e acessórios. CDs, DVDs e sanduíches naturais foram comercializados por Rudah Melo e Geisa Frutuoso.

Quem perdeu esta edição da Impacto Rock não ficará intrigado na espera da próxima, pois em junho, segundo Betonni, acontecerá o Festival Impacto Rock, que terá várias bandas concorrendo a premiações... Aguardem.



Diego Fernandes

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Como não gostar de Mazzaropi?


Quando eu era criança, Mazaropi era um dos meus heróis. Sábado era dia de assistir aos seus filmes com o meu pai. Tempo bom...Me lembro que o primeiro filme que vi foi A tristeza do Jeca,em que ele, vestido de seu personagem mais famoso tapeia dois políticos rivais que querem o seu apoio nas eleições. Em seguida assisti a Meu filho preto e me apaixonei pelas piadas que tinham no filme.
Mazaroppi tinha um grande talento em contar as agruras da sociedade em suas obras utilizando a comédia. Se o assunto era religião, temos O Jeca Macumbeiro (aliás, a cena da sessão espírita é engraçadíssima!). Divórcio, Jeca contra o capeta. Mas o filme que mais me causou comoção foi Portugal, minha saudade, em que ele vive um português que vem para o Brasil, e aqui sofre não só com a diferença cultural como a indiferença da filha que o abndona num asilo junto com a esposa que lá acaba falecendo. Depois de adulta voltei a assistir alguns filmes e percebi que eles continuam tendo os mesmos efeitos: você ri, mas depois você para e começa a discutir os problemas apresentados na trama. Uma vez perguntado sobre seu sucesso, Mazzaropi disse:"o segredo do meu sucesso é falar a língua do povo".

Michele Silva

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Tiê, Num Círculo Só Seu


Depois de andarilhar pelo Brasil ao lado de Toquinho e ''embebedar'' o público paulista com doses de boa música do projeto Cabaret, eis que em trabalho solo, chega Tiê.
Com o primeiro albúm, SWEET JARDIM, lançado em 2008, Tiê se mostra talentosa ao exibir uma doce voz acompanhada à violão e piano.
SWEET JARDIM é um albúm romântico, com canções que se aproximam do Folk, as letras são de autoria própria e até apresentam auto-biografia.
Vale a pena conhecer Tiê, esta que é apenas uma, de muitas cantoras promissoras que estão surgindo no Brasil. www.myspace.com/tiemusica ou www.sweetjardim.wordpress.com

Diego Fernandes.