quarta-feira, 13 de maio de 2009

CAZUZA - O TEMPO NÃO PÁRA


Sob a direção de Walter Carvalho e Sandra Werneck, com estréia no Brasil em 11/06/2004, o filme Cazuza – O Tempo Não Pára gerou uma polêmica enorme entre os espectadores.
Quem assistiu o filme, viu um Cazuza "playboyzinho" da Zona Sul, mimado pelos pais, que se afundou nas drogas e transformou a vida em uma grande orgia, literalmente.
Foram inúmeras críticas ao filme e ao próprio Cazuza. Com cenas fortes, alguns tiveram a visão de que o cantor era um "porra-louca", filhinho de papai que vivia de sexo, drogas e rock ‘n roll.

Na época do lançamento, eu recebi um email de uma psicóloga que criticava ferozmente a transmissão do filme, dizendo que era uma apologia às drogas e bacanais e que nossos jovens e adolescentes não precisavam nem deviam cultuar ídolos como Cazuza, uma pessoa sem conceitos de certo e errado.
Bom, não quero discutir a idéia que cada um tem de seus ídolos, nem se gostam ou não do Cazuza, mas acredito que nem todos tiveram a visão correta do filme.
O filme mostra o Cazuza como o exemplo de uma árvore que vive no pântano, impregnada de parasitas, apodrecendo rapidamente, mas que produz frutos bons, mostra uma realidade de uma pessoa cheia de problemas, que não serve de exemplo para ninguém, mas que compôs belas poesias, que se não fossem tão boas, não fariam sucesso até hoje.


Pessoas erradas também produzem bons frutos, a eles é dada a oportunidade de mudar, se não eles próprios, os outros.
Essa é a essência da arte e do artista.

P.s: Quem ainda não assistiu ao filme, aconselho que assista. Quem já assistiu, assista novamente. Ambos fazendo essa leitura que propuz.

Dados técnicos do filme:
Nome: Cazuza – O Tempo Não Pára
Gênero: Drama
Duração: 98 minutos.
Ano de Lançamento: 2004.
Estréia no Brasil: 11/06/2004
Estúdio: Columbia.
Direção: Walter Carvalho / Sandra Werneck.


Yara Marchini.
P.s.2: É, por incrível que pareça minha vida não é só sertanejo não !

terça-feira, 12 de maio de 2009

Jornalistas... ?

Neste sistema de livre expressão,
há vômitos que parecem não vir
do mesmo estômago de quem os lançam.


Diego Fernandes

Cemitério dos Automóveis sente o Impacto do Rock




Bandas


Representantes da Marca Stooge



André Betonni - Idealizador do evento




HISTÓRIA

Após seis edições em Londrina, uma em Assis-SP e mais a gravação de um DVD ao vivo com 12 bandas, a Impacto Rock chega a sua 7ª edição, novamente realizada em Londrina.

Tudo começou com a idéia de fazer algo diferente, inovador e semelhante aos festivais de rock de São Paulo. A partir desses critérios, André Betonni e Juninho, começaram a projetar o primeiro Impacto Rock em 2006.

A proposta de Betonni e Juninho era abrir espaço para bandas independentes se auto-divulgarem, mostrando seu ''som'' e performances, ideal que permanece vivo até hoje, pois as bandas que se apresentam continuam sendo do universo urderground.


VERSÃO 7


A Impacto Rock 7, aconteceu dia 09 de maio no Cemitério dos Automóveis (Vila cultural de Londrina). O horário marcado para abertura era às 16h, mas devido a chuva, foi dado início por volta das 17h, porém, isto não impediu que o evento recolhesse grande público.

Desta vez as bandas que subiram ao palco foram a So What?, de Maringá; Karcere, de Apucarana; Win32, de Rolândia; Narinas, de Cambé. As bandas de Londrina foram, Link 16, Riff Zero5, Bloodfield e Beatrice.

Nesta edição foram arrecadados alimentos para instituições carentes da cidade, o propósito era cobrar meia entrada para quem levasse a doação. Estratégia que funcionou muito bem.
Outro diferencial desta etapa, foi a presença da marca STOOGE,vendendo roupas e acessórios. CDs, DVDs e sanduíches naturais foram comercializados por Rudah Melo e Geisa Frutuoso.

Quem perdeu esta edição da Impacto Rock não ficará intrigado na espera da próxima, pois em junho, segundo Betonni, acontecerá o Festival Impacto Rock, que terá várias bandas concorrendo a premiações... Aguardem.



Diego Fernandes

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Como não gostar de Mazzaropi?


Quando eu era criança, Mazaropi era um dos meus heróis. Sábado era dia de assistir aos seus filmes com o meu pai. Tempo bom...Me lembro que o primeiro filme que vi foi A tristeza do Jeca,em que ele, vestido de seu personagem mais famoso tapeia dois políticos rivais que querem o seu apoio nas eleições. Em seguida assisti a Meu filho preto e me apaixonei pelas piadas que tinham no filme.
Mazaroppi tinha um grande talento em contar as agruras da sociedade em suas obras utilizando a comédia. Se o assunto era religião, temos O Jeca Macumbeiro (aliás, a cena da sessão espírita é engraçadíssima!). Divórcio, Jeca contra o capeta. Mas o filme que mais me causou comoção foi Portugal, minha saudade, em que ele vive um português que vem para o Brasil, e aqui sofre não só com a diferença cultural como a indiferença da filha que o abndona num asilo junto com a esposa que lá acaba falecendo. Depois de adulta voltei a assistir alguns filmes e percebi que eles continuam tendo os mesmos efeitos: você ri, mas depois você para e começa a discutir os problemas apresentados na trama. Uma vez perguntado sobre seu sucesso, Mazzaropi disse:"o segredo do meu sucesso é falar a língua do povo".

Michele Silva

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Tiê, Num Círculo Só Seu


Depois de andarilhar pelo Brasil ao lado de Toquinho e ''embebedar'' o público paulista com doses de boa música do projeto Cabaret, eis que em trabalho solo, chega Tiê.
Com o primeiro albúm, SWEET JARDIM, lançado em 2008, Tiê se mostra talentosa ao exibir uma doce voz acompanhada à violão e piano.
SWEET JARDIM é um albúm romântico, com canções que se aproximam do Folk, as letras são de autoria própria e até apresentam auto-biografia.
Vale a pena conhecer Tiê, esta que é apenas uma, de muitas cantoras promissoras que estão surgindo no Brasil. www.myspace.com/tiemusica ou www.sweetjardim.wordpress.com

Diego Fernandes.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A cultura das ruas



E entrando um pouco no mundo da música...
Ouvimos falar em Hip Hop, em movimento PRO hip hop e não procuramos conhecer a fundo do que se trata. A música em questão muitas vezes é vista com um tanto de preconceito, as pessoas logo associam a "baderna", pixação. Mas trata-se de um movimento cultural iniciado no final da década de 1960 nos EUA como forma de reação à violência sofrida pelas classes pouco favorecidas da sociedade urbana. É uma espécie de cultura das ruas, é a maneira como os moradores da periferia encontraram pra ter voz e espaço, para fazerem ouvir, para mostrar a situação em que vivem. O ritmo é forte e intenso e as letras, em sua maioria, são bem marcantes. Imagens grafitadas também fazem parte do movimento.
O Hip Hop enquanto movimento cultural apresenta as seguintes manifestações artísticas principais: as rimas improvisadas dos MCings, a instrumentação dos DJs, a pintura do grafite e a dança do breakdance.
Outro ponto importante, temos mania de confundir RAP e HIP HOP. Embora muitos pensem, não é a mesma coisa. Embora ambos tenham pontos em comum, são divergentes em vários pontos. Rappers famoso como Eminem, Mc. Racionais, NÃO tocam Hip Hop.
No Brasil, com berço em São Paulo, o ponto mais abordado pelos jovens do Hip Hop é o preconceito racial, a miséria e exclusão. O movimento tem servido como forma de integração social, e re-socialização de jovens da periferia, que conseguem às vezes romper com a realidade.
O Festival Internacional de Hip Hop em Curitiba é a maior expressão nacional de dança no país e entre as maiores do mundo no segmento.



"Ana Carolina Alves"

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O QUARTO PODER


Um filmaço com Dustin Hoffman e John Travolta.

Este filme apresenta uma crítica ao poder que a mídia exerce sobre a população .


Um funcionário que acaba de ser despedido do Museu de História Natural, Sam (John Travolta), resolve voltar ao trabalho para retomar seu emprego a qualquer custo. Para chamar a atenção da chefia, chega armado até os dentes. O encontro acontece quando um repórter, Max (Dustin Hoffman), se preparava para sair do prédio. Ele presencia tudo e vê a grande oportunidade de sua vida - fazer desta a maior história de sua carreira, arruinada há tempos por um ex-colega. Uma relação que vai da simbiose à amizade entre o ex-funcionário do museu e o repórter permeia toda a história, que trata dos efeitos da mídia na vida das pessoas e dos limites (ou da falta deles) de seu poder.




Kauê Fabrício

terça-feira, 7 de abril de 2009

Artistas italianos promovem intercâmbio em Maringá

Por: André Scarate

Ampliar fotoA Mostra de Esculturas Viagem está em exposição no Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM, no Bloco 33, no período de 24 de março a 26 de abril. A exposição é uma homenagem a Mário Bargero e Sara Massoco, escultures italianos, que em passagem pelo Brasil, produziram obras em conjunto com escultores maringaenses.

A exposição tem como objetivo celebrar as diversas possibilidades de produção de esculturas com diferentes técnicas e materiais, além de ressaltar a importância do intercâmbio cultural e artístico.

Ampliar fotoEntre os expositores estão: Mário Bargero, Sara Massoco, Bruno Volsky, Edvan Dias de Souza, Nivaldo Tonon e Valmir Batista da Silva.

O evento faz parte das comemorações dos cinco anos da Sociedade Eticamente Responsável - SER de Maringá. Informações pelo site www.mudi.uem.br ou pelo fone 3261-4930.

sábado, 4 de abril de 2009

SENSIBILIDADE À MACRO


Exposição fotográfica ``Natureza em Detalhes´´
resgata pormenorizações banalizadas no cotidiano

Tathianne Chiquette

Na mecânica do dia-a-dia, coloridos singulares passam despercebidos. São simples peculiaridades que requerem uma maior acuidade visual. Uma releitura prismática detalhada. E é justamente por meio dessa minuciosa abordagem que a mostra fotográfica ``Natureza em Detalhes´´ se orienta.

A proposta da exposição suplanta a pasteurizada observação diária da natureza. Por meio de fotografias no formato macro, especificidades da Mãe Natureza são notoriamente enaltecidas, tornando o imperceptível, vislumbrável, palpável.

As 30 fotografias em exposição, no bloco da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Universidade Estadual de Maringá, são de autoria de membros da comunidade universitária. A sutil percepção da professora de biologia Maria Aparecida Sert, do técnico administrativo Ailton Souza dos Santos e da estudante de letras Layla Gabrielly Jardim Olivatti trabalham em uníssono na composição visual de ``Natureza em Detalhes´´ que vai até 17 de abril .

Em paralelo, legendagens biopoéticas de Ismar Moscheta selam o matrimônio entre verbal e não verbal. São releituras do singular universo macro da polinização, do reflorescer.

O amadorismo fotográfico dos expositores torna-se inexpressivo quando considerado o enquadramento interpretativo de ``Natureza em Detalhes´´. A perspicácia está na compreensão de que não somente o colorido floral atribui qualidade às imagens. Sensibilidade aflorada aliada à simplicidade técnica são os pontos enaltecedores da mostra.

A exposição peca apenas na escolha do espaço físico. O bloco da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UEM é demasiado afastado da freqüente concentração de estudantes. A biblioteca do campus universitário seria plausível por lá circularem uma gama maior de pessoas.

Com exceção dessa ressalva, ``Natureza em Detalhes´´ pode ser sintetizada, em sua essência, em um trecho da obra clássica de Antoine de Saint-Exupéry intitulada O Pequeno Príncipe: ``Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante´´.


Exposição fotográfica``Natureza em Detalhes``

Local: Bloco da PEC (Pró-Reitoria de Extensão e Cultura): A-34
Período: 01/04/2009 a 17/04/09

Imagem: Tathianne Chiquette

quarta-feira, 1 de abril de 2009

"Leite Derramado" o mais novo romance de Chico Buarque


Leite Derramado é título do mais novo romance de Chico Buarque e já está a venda nas livrarias. O romance se passa no Rio de Janeiro e tem aproximadamente 200 páginas. Esse é o quarto livro escrito pelo cantor. O romance anterior de Chico, "Budapeste" ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de 2003.

A inspiração inicial para o livro veio da canção "O Velho Francisco", de 1987. O autor a tinha como esquecida até ouvir uma regravação feita pela cantora Monica Salmaso A letra fala das agruras de um ex-escravo, alforriado "pela mão do imperador". Chico, porém, troca a figura do ex-escravo por um homem da alta casta brasileira. E por meio desse personagem, Eulálio Montenegro d'Assumpção, que o escritor narra às mazelas e à decadência de determinada elite brasileira.

E em uma narrativa em primeira pessoa com característica machadiana, Chico aborda em Leite Derramado a questão racial. O protagonista casa-se com uma mulata, mas finge que essa realidade não existe, e tem comportamento racista em diversas ocasiões. O ponto central da trama é seu amor possessivo e egoísta por essa mulata, Matilde, uma garota incrivelmente desejável com quem Eulálio se casa e vive uma relação corroída pelo ciúme. Daí a comparação com a personagem Capitu, do Romance Dom Casmurro, obra prima de machado de Assis.

Paralelamente, Eulálio narra a saga de sua família, recheada de pessoas ordinárias que chegaram ao Brasil nos tempos da corte portuguesa e, desde então, vem ganhando a vida com negócios escusos, fazendo quase tudo fora da lei e exibindo truculência para levar vantagem em tudo. Segundo Eduardo Gianetti em resenha do livro publicada na Folha de S.Paulo "Chico cutuca e devassa com olhar cortante as mazelas da vida brasileira: a desigualdade obscena; a promiscuidade público-privada; a subserviência colonizada; o preconceito velado pela cordialidade",. Os outros dois romances de Chico são Estorvo (1991), Benjamim (1995).


Sueli Nascimento