sexta-feira, 31 de julho de 2009

Maria Gadú


Uma passagem rápida pelo Blog.
Apenas para apresentar Maria Gadú.
A paulistana, radicada no Rio de Janeiro,tem em suas obras melodias serenas e letras palpáveis, que funcionam como isca para quem gosta de boa música anexada a uma potente voz.

São músicas suingadas, gostosas para matar tempo e ver o dia passar sem compromisso.
A cantora, compositora e violonista promete ser um efeito sobre os realces da música popular brasileira.

Ouça Maria Gadú: http://www.myspace.com/mariagadu


Diego Fernandes

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Preparem a pipoca, vem aí o 6º Festival de Cinema de Maringá

O tema desta edição é o centenário da atriz e cantora Carmen Miranda e terá como palco a UEM, de 3 a 10 de julho.

A mostra tem possibilitado as pessoas o contato com o universo de produção do cinema nacional, não só pela parte artística, mas também a técnica. O evento irá oferecer oficinas de montagem e edição, roteiro, direção de fotografia, oficina de animação.

A partir dessas oficinas, será produzido um curta metragem, resultado do trabalho dos participantes que será exibido no último dia do festival.

Cada uma das oficinas oferece 30 vagas. As inscrições são gratuitas e terminam em 2 de julho.

Os locais para realização do evento já estão definidos. Foram montados dois espaços especialmente para festival no estacionamento do Restaurante Universitário. Um para exibição da mostra competitiva e outro para debates e palestras. Além de um espaço cedido pela UEM para a mostra paralela que irá ocorrer junto com as oficinas de cinema no anfiteatro do CCH, Bloco H-35.

Vale ressaltar que público tem um papel muito especial nesse festival, além de expectador é claro. Todas as categorias, artística e técnica, para longas e curtas-metragens em 35mm, bem como para curtas-metragens em plataforma digital, são votadas pelo público e não por uma comissão técnica. O Festival de Maringá é um dos poucos do país em que o público participa através do voto. A entrada para todas as sessões da mostra também é gratuita.

Outra atração do festival é uma exposição em homenagem a Carmem Miranda, no ano do centenário do nascimento da atriz. A exposição, que tem curadoria do Museu da Imagem e do Som do Paraná, trará para Maringá fotos, cartazes sobre a pequena notável e ainda filmes estrelados pela atriz.

É isso aí galera. Vale à pena conferir. A programação completa do Festival, horário dos filmes e oficinas, está no site www.festcinemaringa.com.br é só escolher o horário e aproveitar.

Sueli Nascimento Silva
André Scarate

terça-feira, 9 de junho de 2009

A COISA



olá pessoal....passeando pela internet encontrei este comentário e achei interessante ...por isso estou repassando..espero que vocês gostem!!!!

Parece simples.

Mas definir hoje o que é teatro é um grande desafio.

Talvez porque ex-pós-modernos tenhamos assistido a implosão dos conceitos e ideologias pela tela da TV.

Talvez porque, agora, mais do que nunca, tenhamos percebido que só durante UM CURTO período da História da Encenação o teatro tenha sido aquilo que alguns de nós acreditamos que ele ainda deva ser: um lugar onde uma ou mais pessoas se apresentam para outras que observam. Um lugar (mesmo que forjado momentaneamente) onde a partir de metáforas, símbolos e outras técnicas (não necessariamente com tecnologias), criamos um mundo paralelo, que nos ensina algo sobre este mundo.

E aí, claro, a noção de teatro estaria submetida à história de sua própria arquitetura. Bom, é importante ressaltar que quando falamos em História do Teatro estamos falando de uma porção de coisas ao mesmo tempo: de capítulos da História da Religião, da Dramaturgia, da Literatura, etc... Sim! Também da História da Loucura, por que não?

As diversas tendências cênicas em curso no século XXI demonstram esse não-limite. Desenvolvidas/repercutidas/rejuntadas a partir de meados do século passado (o XX), elas colocam em questão exatamente o que se chama de “três pilares sagrados” do fazer teatral: o lugar (onde), o ator (quem) e o espectador (para quem). O edifício teatral nunca mais foi o mesmo depois de meados do século XX...

O neologismo etnocenologia, criado pelo francês Jean-Marie Pradier, por exemplo, se aplica a uma nova disciplina (coisa da década de 1990) que sonha em ampliar o "estudo do teatro" para TODAS as práticas espetaculares DE QUALQUER lugar do mundo realizadas POR QUAISQUER indivíduo. Ambiciosa e flertando com a antropologia, ela coloca o teatro ocidental, de tradição grega e/ou “teatro que vem da dramaturgia”, no devido lugar: como uma página do livro das práticas e comportamentos humanos espetaculares organizados. Pobre Sófocles... Talvez mereça uma nota de rodapé!

Num outro canto desta Babel, no Brasil, destacamos (o diretor/mestre de cerimônias) Augusto Boal e seu teatro invisível. Com ele, não só o espaço próprio e sacralizado do teatro é substituído pelas ruas, esquinas, bares e até lojas, como muitos modernos já tinham feito. Com ele, é importante que o espectador tenha consciência de que é espectador e não mergulhe na narrativa, esquecendo o que ele é naquele momento. E melhor: modifique a narrativa, que interfira não mais na estória, mas na História. Enfim, na vida... São óbvias as referências a Brecht e outros teóricos europeus.

Num ousado passo boalino (boalense?) posterior, o próprio espectador é eliminado. E Boal (novamente) concebe o teatro do oprimido – sucesso em mais de cem países – com a intenção sócio-política de libertar a platéia da opressão de apenas assistir a um espetáculo (como se já não fosse o bastante!). A idéia de teatro-ação é levada às últimas conseqüências quando o teatro fórum institucionaliza o rompimento da ação dramática pelo próprio espectador. Este passa a palpitar, a todo o momento, de que maneira a narrativa deve ser conduzida (algo como um Você Decide, só que ao vivo). É a encenação a serviço da comunicação, da psicologia, da política... “Se não pudemos fazer a revolução, que façamos teatro!!”. Ou, sei lá, o contrário.

Aristóteles bateu a testa na tumba. Segundo sua Poética, o espectador assume (e, pior, gosta) da observação, delegando “poderes” para o personagem no palco. Este, o personagem/ator, vive por um curto espaço de tempo EM SEU lugar, concretizando fantasias e delírios.

Em tempos de questionamento político e de participação popular, não é bom seguir o conselho do velho grego e o teatro vira/virou espaço de debate. Literalmente. Quebra-se a hierarquia “ator maior que público”.

Todas estas discussões ocorreram mais ou menos simultaneamente até o golpe final: a exclusão do ator. Recapitulemos: do tripé, já tínhamos limado o lugar e o espectador. Os happenings (acontecimentos), de matriz americana, defendiam a transgressão de todas as leis de elaboração de uma obra de teatro e a própria noção de espetáculo é extinta. A arte é viver. “Sobrevivemos à Hiroxima. A... Auschwitz! Isto basta!”

Com isso, meu bem, surge espaço para todo tipo de coisa. Os grandes eventos de improvisação, o recital lírico-poético, a platéia sobe no palco e tudo vira festa. Bom, é aquela máxima que eu pergunto sobre a Bahia: "Se todo mundo é artista e está no palco, quem está na platéia?"
Quem está na platéia que apague a luz!

É evidente que hoje, de uma maneira ou de outra, herdamos todas essas coisas. Para muitos, inclusive, o que JÁ ERA é o teatro como lugar sagrado, com “texto” decorado, ensaiado e com público sentado. Não necessariamente a melhor coisa a se fazer. E não que muita gente ainda saiba fazer isso...

Por aqui, pelo menos, a platéia quer é participar. Se não pode, apenas ri. Alto.
Jussilene Santana

Abraços..Letícia M. Nogarolli

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Improvável

A nova atração presente nos teatros de São Paulo e que vêm fazendo sucesso em todo o Brasil, é o espetáculo “Improvável”, fundado pela Cia. Barbixas de Humor.

Baseado no programa “Whose Line is it Anyway?" (Inglaterra e EUA), as apresentações são feitas de improvisos, onde os atores interagem com a platéia e esta torna-se roteirista de todas as cenas.

Como o Improvável é um jogo de improvisos, os atores são chamados de jogadores. O elenco é composto por Anderson Bizzocchi, Elidio Sanna, Daniel Nascimento e um artista convidado.


Este é um projeto de humor que está em cartaz há apenas um ano e que até agora não caiu nas “garras” da grande mídia, o que tiraria a livre criatividade dos atores e a originalidade da peça teatral.

*Obs: Infelizmente na agenda do espetáculo ainda não consta o Paraná, mas você pode ter uma “palhinha” da Cia. Barbixas de Humor na Sexta-feira às 01h30 e Domingo às 17h30, no Programa Quinta Categoria da MTV.
Para obter mais informações acesse o site www.improvavel.com.br e também assista os vídeos no youtube.
(Priscila Marques)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Somba, a banda de sombagulho


Do velho rock in roll à mistura de psicodelia e musica regional, a banda Somba, de Belo Horizonte, MG, trás em suas composições uma grande variação de ritmos. Pouco conhecida no cenário musical brasileiro, sua proposta é mostrar a cultura brasileira de uma forma bem humorada, com influencias de grandes nomes da literatura e música, destacando-se Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa.

Em sua formação atual, composta por Leandro Dias (bateria e voz), Vladmir Cerqueira (guitarra e voz), Guilherme Castro (guitarra e voz) e Avelar Jr. (baixo e voz) lançou o mais recente play Cuma? (2007), destacando as faixas Homem Virtuanderthal e Destino. Antes da formação atual, o grupo já foi um Power Trio, lançando o EP Abbey Roça (2000) e o CD Clube da Esquina dos Aflitos (2003) possuindo 14 faixas sendo uma faixa multimídia. Porém, as baquetas eram comandadas por Carlos França, musico experiente por passar em diversas bandas de BH.

Caracterizado como um panorama da musica regional brasileira dos anos 60 e 70, para o grupo Somba, “ser brasileiro é sinônimo de diversidade e riqueza cultural”, explicação de suas composições serem tão ecléticas. Para mais informações, a banda possui um site próprio, myspace e comunidade no Orkut.Vale a pena conferir o som da banda e sair um pouco daquela velha rotina de som cult. Até o próximo post com mais uma banda ou cantor desconhecido do nosso Brasil.


site: www.somba.com.br

myspace: http://www.myspace.com/sombabh

comunidade: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=240836



xFrancisco Juniorx



Favela Cult

FAVELA CULT

O cinema brasileiro tem se especializado em produzir um novo tipo de filmes, o cinema-favela. Esse fenômeno começou com o grande sucesso do filme Cidade de Deus, que recebeu quatro indicações ao Oscar em 2004, e projetou mundialmente o diretor Fernando Meirelles. Recentemente, Tropa de Elite, recebeu o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2008, sob a acusação de ser fascista e de estimular a violência policial. O último filme a entrar na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro foi Ùltima Parada 174, que narra a vida de Sandro do Nascimento, ex menino de rua que seqüestrou em junho de 2000, o ônibus da linha 174, que resultou na morte da professora Geísa Firmo Gonçalves e na morte do próprio sequestrador.
A fórmula é conhecida: garoto da favela que entra na marginalidade por falta de oportunidades de emprego, geralmente abandonado ou negligenciado pelos pais. Sabemos que isso é uma realidade nacional, mas acredito que deveria haver mais variedades de temas, que não se pautem apenas na violência.
Filmes como Central do Brasil e Carlota Joaquina, tiveram grande repercussão internacional, fizeram com que o cinema nacional fosse aceito pelos brasileiros, sem haver tiros disparados.
Sabemos que vivemos num país com sérios problemas sociais, e que a violência cresce de forma assustadora a cada dia, mas o Brasil não merece ser reduzido a apenas isso. Acho que já passou a hora de vendermos o país no exterior como a terra do Carnaval, e só.
Michele Silva

terça-feira, 19 de maio de 2009

O Sequestro dos Uruguaios


Este livro é uma reportagem dos tempos da ditadura. Mostra como adversários eram punidos com tortura,desaparecimento e a morte.

A história acontece em 1978, na cidade de Porto Alegre, o repórter Luiz Cláudio Cunha e o fotógrafo J.B.Scalco recebem um telefonema informando sobe o seqüestro dos uruguaios Lílian Celiberti e Universinho Díaz.

A denúncia dos repórteres frustrou o seqüestro. A pressão da imprensa e repercussão na opinião pública constrangeram Montevidéu e Brasília. Os seqüestradores de Porto Alegre, contrariando a regra de sangue da Condor,escaparam vivos para contar a história de uma multinacional do terror que não costuma deixar sobreviventes.

Trinta anos depois o repórter Luiz Cláudio Cunha, outro sobrevivente conta detalhes inéditos dessa aventura jornalística.

O livro tem 463 paginas, vale a pena ler este livro, pois contribui muito para a carreira jornalística que estamos seguindo.


Franciele Arcas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Do sertão às universidades


Empolgada com o comentário da Yara a respeito de não pensar só em sertanejo. Resolvi seguir a linha do meu post anterior e mais uma vez escrever sobre música.

O SERTANEJO. Minha intenção não é elogiar e menos ainda criticar, mas sim estabelecer um parâmetro de comparação entre o sertanejo de raiz e o chamado sertanejo universitário que ouvimos hoje em dia.

Até alguns anos atrás, tinhamos aquele estilo musical herdeiro da música caipira e da moda de viola com melodia simples e melancólica. O sertanejo, originalmente, refere-se à cultura nordestina, do interiorano, contando histórias de suas vidas, amores ainda em épocas de política dos coronéis. São histórias vividas em zonas rurais. As músicas muitas vezes eram tocadas com instrumentos típicos do Brasil-colônia, como viola, acordeon e gaita.

Porém, a partir da década de 1980 começa uma exploração comercial massificada do estilo "sertanejo"Surgem inúmeros artistas, quase sempre em duplas, que são lançados por gravadoras e expostos como produto de cultura de massa. Esses artistas passam a ser chamados de "duplas sertanejas". Começando com Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo, uma enxurrada de duplas do mesmo gênero segue o fenômeno, que alcança o seu auge entre 1988 e 1990. Em seguida, o estilo tem uma certa decadência na mídia, esta música sertaneja perde bastante popularidade.

No início da década de 2000 esse estilo se reaviva, começando com o sucesso de Bruno & Marrone e Edson & Hudson. Houve a partir daí grande divulgação na mídia, sobretudo telvisiva. Daí, dessa popularidade, foi que começaram a surgir as duplas de sertanejo universitário, cujos temas nem de longe aproximam-se do sertanejo original. Trata-se mais de uma música para se tocar em balada, os instrumentos ja são mais variados, abusa-se de guitarra e até percussão. Esse é o "sertanejo" que virou moda, que toma conta em festas, reuniões, rádios... As letras ficaram fáceis e mais próximas da realidade do jovem universitário.

A música rural, que mantém seus temas, deixa então de ser chamada de sertanejo e passa a ser denomidada "música de raiz", querendo dizer, com isso, que está ligada verdadeiramente às suas raízes rurais, à moda de viola e à terra, ao sertão.


Nota-se claramente que para fazer mais sucesso, para vender mais, teve que se perder muito ou quase tudo do sertanejo original. As duplas que fazem mais sucesso são aquelas mais distantes da raiz..




Ana Carolina Alves

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CAZUZA - O TEMPO NÃO PÁRA


Sob a direção de Walter Carvalho e Sandra Werneck, com estréia no Brasil em 11/06/2004, o filme Cazuza – O Tempo Não Pára gerou uma polêmica enorme entre os espectadores.
Quem assistiu o filme, viu um Cazuza "playboyzinho" da Zona Sul, mimado pelos pais, que se afundou nas drogas e transformou a vida em uma grande orgia, literalmente.
Foram inúmeras críticas ao filme e ao próprio Cazuza. Com cenas fortes, alguns tiveram a visão de que o cantor era um "porra-louca", filhinho de papai que vivia de sexo, drogas e rock ‘n roll.

Na época do lançamento, eu recebi um email de uma psicóloga que criticava ferozmente a transmissão do filme, dizendo que era uma apologia às drogas e bacanais e que nossos jovens e adolescentes não precisavam nem deviam cultuar ídolos como Cazuza, uma pessoa sem conceitos de certo e errado.
Bom, não quero discutir a idéia que cada um tem de seus ídolos, nem se gostam ou não do Cazuza, mas acredito que nem todos tiveram a visão correta do filme.
O filme mostra o Cazuza como o exemplo de uma árvore que vive no pântano, impregnada de parasitas, apodrecendo rapidamente, mas que produz frutos bons, mostra uma realidade de uma pessoa cheia de problemas, que não serve de exemplo para ninguém, mas que compôs belas poesias, que se não fossem tão boas, não fariam sucesso até hoje.


Pessoas erradas também produzem bons frutos, a eles é dada a oportunidade de mudar, se não eles próprios, os outros.
Essa é a essência da arte e do artista.

P.s: Quem ainda não assistiu ao filme, aconselho que assista. Quem já assistiu, assista novamente. Ambos fazendo essa leitura que propuz.

Dados técnicos do filme:
Nome: Cazuza – O Tempo Não Pára
Gênero: Drama
Duração: 98 minutos.
Ano de Lançamento: 2004.
Estréia no Brasil: 11/06/2004
Estúdio: Columbia.
Direção: Walter Carvalho / Sandra Werneck.


Yara Marchini.
P.s.2: É, por incrível que pareça minha vida não é só sertanejo não !

terça-feira, 12 de maio de 2009

Jornalistas... ?

Neste sistema de livre expressão,
há vômitos que parecem não vir
do mesmo estômago de quem os lançam.


Diego Fernandes