segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Oportunidade Olímpica


O Rio de Janeiro tem esperança de que, diferente do que aconteceu no Pan-Americano, todos os investimentos das Olimpíadas de 2016 permaneçam ativos e tragam melhorias para a cidade.
São visíveis as vantagens que os jogos já trazem para o País. Desde a escolha da cidade no dia 2, muitos bancos demonstraram interesse em instalar escritórios no Rio. O evento atrai investimentos e consolida a confiança no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro.
Será gasto na infraestrutura um total de U$11,1 bilhões em obras de transporte, saneamento, energia, segurança, instalações esportivas, centro de imprensa, entre outros. Tudo isso continuará na vida do carioca quando os jogos acabarem.
As Olimpíadas de 2016 é a grande oportunidade do Rio de Janeiro mostras o porque é chamado de Cidade Maravilhosa.

Yara Marchini

O CRISTO É UM ATLETA

O Brasil está deslumbrado com as olimpíadas de 2016. A alegria é tanta, que todos aparentam ter a tocha olímpica nas mãos. Fiquei preocupado com todo esse alvoroço e não consegui dormir, então levantei da cama e fui caminhar em Ipanema.
O relógio já marcava 04h30min da manhã, era tão cedo que encontrei o Cristo Redentor fazendo seu aquecimento à beira-mar. Não quis incomodá-lo, apenas acenei com a mão e continuei caminhando.
Tudo me parecia confuso e eu ainda estava muito intrigado. Problemas que se arrastam há anos como de trânsito, saneamento básico e violência, agora estavam sendo tratados com bastante simplicidade e simpatia.
De repente, tudo ficou muito fácil de ser resolvido. Agora não faltam mais verbas, pois já temos bilhões garantidos para essa empreitada.
Amanhã vou incomodar o Cristo, e pedir para que ele realize campeonatos mundiais, em todas as cidades do Brasil.

LUIZ HENRIQUE DE JESUS ALVES

domingo, 29 de novembro de 2009

GOLIAS VENCE DAVI


A batalha entre o gigante Golias e o valente Davi voltou a acontecer. Mas desta vez Golias tomou a forma de um caminhão e Davi, de uma motocicleta. O combate não foi premeditado, porém ambos se armaram cada qual com seu erro.
Davi montou seu cavalo-de-aço que o conduzia pela cidade, mais do que era conduzido, ou seja, era o cavalo quem mostrava a direção ao cavaleiro. Este havia ingerido uma grande quantidade de algum elixir.
Já o guerreiro Golias, se armou de sua locomotiva-do-asfalto e seguiu pela rua sem qualquer intenção de lutar. Ele estava sóbrio e bem protegido, poucos ousariam desafiá-lo, porém trazia consigo uma arma destrutiva, a imprudência.
O destino armou para eles uma revanche e o local escolhido, uma encruzilhada, localizada na zona central da cidade. O choque entre ambos foi inevitável, o testemunho de quem presenciou tudo, foi importante para o conhecimento de todos.
Desta vez Golias venceu Davi, mas neste caso, os adversários terão que pagar pelo mau uso de suas armas, cada um deles terá sua penitência. Se tudo isso não servir de lição, haverá outros confrontos iguais a este e ninguém sabe quem será o vencedor!

JORNALISMO ESTILO LIVRE, Luiz Henrique de Jesus Alves

Filosofia do gordo

Nunca houve tantos gordinhos sem saúde como há atualmente. Por onde se olha, avista-se pessoas com sobrepeso. E por incrível que pareça, sempre estão comendo, e sempre se questionando “Por que será que eu engordo?”
Mas a pessoa que está gordinha, não consegue fugir disso. O mundo conspira contra. É muito mais fácil comprar um cachorro quente em qualquer esquina do que cozinhar uma comida balanceada. E como são deliciosos os cachorros quentes. Saborosos e calóricos. A correria do dia a dia, a ansiedade. Tudo isso colabora. Nós, gordinhos não somos culpados.
Mas é tão ruim estar nessa situação. As cadeiras são pequenas (quando nos agüentam), as roupas estão cada vez menores, gordos são ponto de referência, somos obrigados a ouvir coisas do tipo “nossa, você tem um rosto lindo” ou “por que não tenta emagrecer?”
Acredito que deva existir alguma organização secreta que visa aumentar o índice de gordos. Aqueles outdoors lindos, com aquelas pizzas com queijo derretendo, sorvetes, propaganda de lanches, refrigerantes, comercial de chocolate, daqueles que nos sentimos mergulhando num rio de cacau. O mundo é injusto. Comer uma barra de chocolate é rápido, fácil e barato. Queimar as calorias dela, exige tempo, esforço, cansa e não é gostoso.
Mas o mais interessante de todo gordo, é que sempre tem uma desculpa, uma maneira de jogar a culpa em alguém ou alguma coisa pela situação. Ou é a mãe que nunca o ensinou como se alimentar direito, ou é a falta de tempo, ou são os ossos que são grandes, ou é a tendência, a genética. A única verdade que tem nisso, é que ninguém quer ser gordo. E quando um deles diz: sou gordinho mas sou feliz. É mentira! Gordinhos vivem frustrados, quando a roupa está marcando, quando suam demais, quando são ponto de referência, quando tentam um xaveco e levam um fora.
Reparem numa coisa: gordinhos se entendem. Não sei se pra tentarem se sentir melhor, mas procuram ter amizade com outro gordinho. Aí combinam de sair caminhar todos os dias a tarde. No terceiro dia um deles desiste, aí o outro também não vai. E é assim. Quando um começa a emagrecer, ao invés do outro embarcar no esforço e ir junto, arrasta o esforçado pro fundo do poço novamente. Convida pra um aniversário, pra um rodízio de pizza, e ainda se oferece pra pagar.
Mas a conspiração vai muito além do que se possa imaginar. Pare para pensar. Quando vemos um bebê, a primeira coisa que dizemos é: ai que gordinho, que bochechudo, coisa linda. É fato, podem reparar que criança gordinha é adulto obeso. Todos os pais deveriam ter consciência disso e parar de socar comida e doce toda vez que a criança chorar. O que acontece é que a criança vai crescer, e quando ela for numa lanchonete com um amigo e uma Coca Cola de 1 litro custar 2 e 50 e a de 2 litros custar 3 e 50, ele vai comprar a de 2 litros, porque vem mais e pelo preço compensa. Isso é filosofia de gordo. Se você for gordinho e estiver lendo isso, vai dar um sorrisinho e pensar: é verdade. Mesmo que não vá beber toda a coca, compensa comprar a maior, porque não?! É só fazer um esforcinho que nem sobra tanto assim. Até porque, isso é o de menos. Afinal, quem já está comendo um X-TUDO, que mal tem tomar um pouquinho de Coca Cola? Em algum lugar temos que descontar nossas frustração.
E esse negócio de frustração é bem verdade. Pessoas fofinhas são frustradas porque não entraram naquela calça linda da vitrine, aí ficam com raiva e descontam num belo pote de sorvete. Nada melhor que um sorvete com calda de chocolate pra relaxar e esquecer. Que mal tem em engordar mais um pouquinho, não é verdade? Pra quem já está na chuva, um balde a mais de água não fará a diferença.
Diante disso tudo, você aí. Antes de olhar para um gordinho que está na rua comendo e julgar, pense que há todo um esquema por trás daquele pastel inofensivo, e que o pastel o seduziu. Ele não pôde fugir.


ANA CAROLINA ALVES

A liberação do azar

Dívidas, lares destruídos, desespero, compulsão e vício. Esses são alguns dos fatores reais, presentes na vida de milhares de pessoas que se deixam levar pelo deslumbramento ilusório dos jogos de azar.
Com a liberação dos bingos, caça-níqueis e videobingos no País, esta realidade tem grandes chances de torna-se ainda mais frequente. Dados do Ambulatório do Jogo Patológico (Amjo) apontam que o quadro de jogadores patológicos se agravou há cerca de 15 anos com o videopôquer, e estourou com a abertura das casas de bingo.
O que parece diversão, passatempo e uma forma de resolver os problemas financeiros, acaba por se tornar um ciclo vicioso onde as vítimas jogam compulsivamente, arruinando a carreira profissional, a vida familiar e até social.
Centenas de famílias já assistiram verdadeiros impérios desmancharem-se sob atos impulsivos de jogadores compulsivos. Algumas pessoas perdem em um dia seu salário do mês; outras vezes, verdadeiras fortunas são destruídas em pouco tempo.
Será que é preciso perder os bens, a casa onde mora, a família e até a dignidade para se perceber que os jogos de azar, como o próprio nome já diz, são um calabouço sem direito a segunda chance? Enquanto houver vício, haverá transgressão das regras, desrespeito ao sistema, violação de valores sociais e, principalmente, morais.
A liberação dos bingos é com certeza um caminho facilitado para a dependência desses apostadores, e um retrocesso da lei brasileira. Lamentável.

Kauê Fabrício Berto

Mundo Globalizado, trabalho dobrado

Esta rima pode não ter ligação direta mas na realidade é o que acontece, principalmente com aquelas pessoas que têm obrigações como o sustento da família, aluguel, prestação de carro, limite de cartão de crédito, faculdade, e muito mais. E para buscar suprir a necessidade de consumo, é necessário muito trabalho e em alguns casos até dobrado.
Mas você que está lendo este texto agora, provavelmente irá concordar que, nossa rotina diária esta cada vez mais agitada e atribulada, além disso sempre estamos atrasados pra tudo, para o trabalho, estudos, reuniões, até mesmo encontros românticos, e pra ajudar, o trânsito esta cada vez mais congestionado e caótico, deixando muita gente estressada e de mal humor e tudo isso é globalização.
Bom pelo menos tenho que concordar que toda essa coisa de política Neoliberalista, abrindo todas as portas para entrada dos produtos importados, nos trouxe muitas vantagens em inovações tecnológicas, como, eletrodomésticos, automóveis, e quem um dia iria imaginar, por exemplo possuir um celular, que pode tirar fotografias, ouvir centenas de músicas, ter vários joguinhos, e ainda assistir televisão? Pois é tudo isso é possível...
Nossa onde ou como estaremos daqui uns 10 anos?
Se seguirmos as inovações da tecnologia quem sabe ter um carro voador, ou até mesmo um robozinho para fazer os serviços domésticos.
Porém para possuir estas inovações é necessário muito trabalho, até mesmo como está no título deste texto, trabalho dobrado, quantas pessoas que conhecemos que possuem dois ou três empregos, e ainda fazem bico aos fins de semana. Realmente encontramos um paradoxo interessante, de um lado especialistas buscam através da ciência e tecnologia meios para se melhorar a qualidade de vida, mas por outro lado, para se consumir estas melhorias é necessário muito trabalho, e com isso pra onde vai a qualidade de vida de quem trabalha às vezes mais de doze horas por dia, e ainda aos fins de semana. Não sei, só espero que façam alguma máquina que possa nos substituir por completo, em todas as nossas atividades diárias e sociais, para isso tenho uma excelente indicação de filme “Os Substitutos” com Bruce Willis. Assista e responda essa pergunta:
Para que motivo estaremos vivendo então?


Valerio Pereira

Mercadão Municipal de Maringá

O mercadão municipal foi inaugurado em Maringá no dia 15 de outubro. Chamou muita atenção dos maringaenses pelas variedades de produtos que possuí.
Os comerciantes investiram bastante nas lojas. E muitos deles estão otimistas, acreditando que esse negócio realmente vai dar certo.
O mercadão oferece lojas de vinho, tempero, sorveteria, doces, entre muitas outras.
Os visitantes gostaram bastante da nova opção de lazer em Maringá. A previsão é de que muitas pessoas ainda visitem o mercadão.

Natália

Meu desabafo




Fazer faculdade aos 27 anos é um inferno. Quem não acredita que tente.

Você já não tem mais tanta disposição para ir a churrascos pobres, não acha bons parceiros de papo, e evita as excursões temendo ter que aguentar alguém cantando mal Legião Urbana, tocando o violão pior ainda.

Lidar com os professores, então, quase sempre me provoca um arrependimento de ter voltado a estudar.

Na primeira série, todo mundo quer sentar perto da professora, quer ganhar estrelinha, ser considerado o melhor da turma. Aí vem o Ensino Fundamental e a escola só se transforma num lugar bom porque você tem as primeiras lições sobre sacanagem

Foi com uma colega de escola que eu aprendi como se beijava (calma, não foi uma experiência gay, a coisa ficou na teoria), e aprendi também sobre o sexo. Nesse estágio, acreditando termos conquistado o mundo, achamos os professores uns idiotas.

No Ensino Médio, o ápice da vida escolar são as fofocas no intervalo sobre quem ficou com quem. Aquele que for assunto, principalmente por ter agarrado o bonitão ou bonitona da escola, está com a vida feita. Com o diploma na mão, decidimos jamais frequentar a escola novamente.

Mas aí vem a fase adulta, a cobrança por uma qualificação, a nostalgia da adolescência, e você se vê novamente numa sala de aula cheia de pós-adolescentes.

A mensalidade é cara, o cansaço está sempre presente e os finais de semana são reservados para fazermos trabalhos enfadonhos. Reclamo todo dia porque tenho que assistir aula ao invés de ir ao cinema. Mas quando me perguntam:

- Michele, como vai a faculdade?

Sempre respondo:

- Uma maravilha!

E me sinto a pessoa mais feliz do mundo. Vai entender...

Michele Silva

sábado, 28 de novembro de 2009

RESPOSTA PARA UM AMIGO

RESPOSTA PARA UM AMIGO

Uma vez um amigo me questionou,
o porquê da minha preocupação.
Disse a ele que o amava
e o carregava no coração.

Aqueles que amamos,
do nosso corpo se tornam extensão.
Portanto aquilo que os fere,
ferimentos nos trarão!

Luiz Henrique de Jesus Alves

O Passeio do Estressado

Barulho, muito barulho. Um diferente do outro. Porém barulho.

TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC estava quase na hora de fechar as portas do mercadão municipal. E lá estava eu todo empolgado para conhecer ou pelo menos me divertir e sair de um mundo estressante.
Logo fui andar pelos corredores abarrotados de placas com muitas informações, que chegava a doer a cabeça. ZIIIINNNNNN ZIIIINNNNN PLAAAAAAA PLAAAAAA e uma placa dizendo: Estamos em Obras, coisa que precisa avisar? Todo aquele barulho já me tinha subido a cabeça. Mas eu respirei fundo e pensei: “Calma, Calma, continue a andar, continue a andar”.
FIUU FIUUU só faltava essa, um operário assovia para uma mocinha que desfilava pelos corredores as suas delicias, ela rebolou muito mais ainda. MÃEEE EU QUEROOO esgoelava e rastejava uma criança birrenta tudo por que queria uma boneca de pano.
Os barulhos só aumentavam, e eu queria que aquela tortura acabasse o quanto antes. ROIN ROIN agora até minha barriga emitia ruídos, mas este eu poderia resolver. Comendo. E lá fui eu procurar algo legal. Bolinho de carne; não, pastel de bacalhau; não, sopa de ervilha; também não, até que algo me chamou a atenção: pão com Mortadela. Pensei comigo: Algo legal e que sustenta.
Maldita hora em que fui comer, nunca vi tanta mortadela junta. Imagina só: pão, 10 quilos de mortadela e pão novamente, só alguém com o tamanho da boca da Cicarele para poder abocanhar aquilo. Mas eu tentei, eu juro que tentei, mas não por muito tempo.
Continuei o meu “super” passeio no mercadão. PLAAAFF um pobre coitado derruba um saco de feijão, no meu pé. Desculpas! Foi a única palavra em que ouvi no momento, eu me lembro que disse que não havia problema, com uma cara de ódio para o senhorzinho. Dentro do meu sapato até hoje sinto os caroços me irritar.
Já tinha chego ao meu estopim. O único barulho que eu ouvia era a das portas se fechando. Graças a Deus tinha acabado aquela tortura, cuja era pra ser um passeio.
Não via à hora de deitar na minha cama e ficar longe de todos os ruídos. Mas para isso eu tive que tomar o ônibus, me irritou um pouco mais. Mas depois eu conto.