quinta-feira, 17 de junho de 2010

Terrenos em Maringá viram depósitos de lixo

O acúmulo de lixos e entulhos em terrenos baldios é o reflexo da falta de conscientização da população.
Em alguns bairros de Maringá, esses terrenos se tornaram depósitos de mobílias velhas.



Mas estes não foram os únicos tipos de resíduos encontrados. Na Rua Euclides Cordeiro da Silva - Jardim Paulista - há um terreno que mais parece um depósito de lixo. Garrafas, televisores, lixo doméstico e papeis são alguns dos materiais a vista.

O representante de vendas, Rhaide Galla, reside ao lado desse terreno e revela que o maior problema são os ratos. E acredita que são alguns residentes do próprio bairro os culpados pelo “lixão”:



O secretário de serviços públicos, Vagner Mússio, diz que as pessoas flagradas despejando lixos ou entulhos em terrenos impróprios serão multadas.
E apresenta ainda, alternativas para que essa irregularidade não continue - ouça abaixo:

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A tecnologia na redação da MultiTV

Para conhecer a influência das tecnologias no cotidiano de um veículo de comunicação, nada como começar com uma entrevista por email. A tecnologia em prol da tecnologia.
Abordando um editor e um repórter de um meio de comunicação para conhecer o dia-a-dia da redação e como isso mudou com o advento da tecnologia.
Nas palavras do editor chefe da MultiTV, Edson Tarram, as modernidades da comunicação mudaram completamente a rotina da redação. O chefe acredita na necessidade dos recém formados detentos do domínio tecnológico e dos veteranos defensores e proprietários do conteúdo teórico e crítico.
Para o repórter Giuliano Biondi, o diploma não significa o fim. "Ainda sou novo, acabei de me formar e sei que tenho muito o que aprender. Na verdade, sei que terei o que aprender a vida inteira", conclui.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A tecnologia na rádio CBN



Diego Fernandes e Luiz Henrique Alves


A sociedade avança devido às revoluções tecnológicas. As mídias, por estarem inseridas nesta sociedade, acompanham esse processo. Mas o que mudou – e não mudou - nos últimos anos em uma empresa de comunicação? Escolhemos a editora chefe, Elci Nakaruma, a repórter, Luciana Pena, e a produtora, Carina Bernanrdino, da rádio CBN para dar essa resposta.


Editora chefe – Elci Nakamura

Qual é o perfil de repórter que você quer na rádio nos próximos cinco anos?

Um profissional que duvide, que questione sempre e nunca aceite a primeira informação como verdadeira. O jornalista tem que desenvolver o seu “faro” para discernir o que é notícia e vale divulgar para o ouvinte e o que é factóide e autopromoção.

Como seria uma redação ideal, um jornalista mais novo com uma mais velho ou só novos?

A integração entre os jovens e os mais velhos é bastante saudável em uma redação. A vontade de aprender e a ousadia dos novos junto com a experiência e capacidade de discernimento dos mais velhos podem resultar em um interessante equilibro para o bom trabalho numa redação.

Que tipo de conhecimento é mais importante (para trabalhar na CBN)?

Um jornalista não pode nunca achar que sabe o suficiente. É preciso manter acesa a ânsia de saber mais, conhecer mais, experimentar mais. É fundamental gostar de ler. Quem lê tem vocabulário, e quem tem vocabulário consegue escrever um bom texto.

O que não deve mudar?

Profissionais comprometidos com a missão de informar com responsabilidade, ter humildade para reconhecer as falhas e aceitar as críticas e ter a mente aberta para as mudanças.

Luciana Peña – Repórter

Sua rotina mudou com a multimídia?

Sim, mudou e muito! Comecei a trabalhar com máquina de escrever e hoje é tudo pelo computador. Mas tudo ficou mais fácil. Antes, eu perdia muito tempo procurando telefones na lista telefônica, por exemplo, agora busco informações dos entrevistados na web.

Você teve que desenvolver novas habilidades para trabalhar com esse novo formato?

Tive que aprender as técnicas de informática e a trabalhar com novos programas, principalmente com os de edições.

Agora que tudo é mais rápido, ainda se persegue “o furo”?

Ainda tem “o furo”, sim, mas é difícil. Nunca se sabe quem realmente deu a notícia primeiro. O mais importante é prezar pela qualidade do que se produz.

A pauta ficou mais complexa?


Não é que ficou mais complexa. Hoje é preciso tomar decisões rápidas, ser criterioso e saber o que vale e o que não vale a pena tratar.

O jornalismo de opinião e mais analítico vai voltar?

Ele nunca deixou de existir. Ainda temos revistas e jornais que estimam isso. A CBN, por exemplo, sempre busca isso nas entrevistas e com participações de especialistas nos assuntos abordados.

Carina Bernardino – Produtora

A produção é feita na mesma velocidade de antes?

Eu diria que não. Assim, como o avanço das multimídias, o trabalho também teve sua evolução. As tarefas triplicaram, pois além de utilizarmos todas as mídias, temos ainda que manuseá-las com certo diferencial, com criatividade. No meu caso, quando digito uma matéria, eu já tenho que pensar em um título atrativo que também será divulgado no twitter, e ainda prestar atenção na programação da rede (Sistema Globo de Rádio/ CBN São Paulo), enquanto ouço e transcrevo a entrada do repórter ao vivo para postar no site e atendo as mensagens dos ouvintes pelo twitter, celular (SMS), pelo telefone e faço a ronda pelo outros sites.

Existe pressão para fazer mais coisas além do que já se fazia?

Eu costumo dizer que a pressão é própria e única do profissional. Ninguém gosta de ser o último a dominar ou utilizar uma nova tecnologia. É claro que com o surgimento das novas mídias aumenta também a cobrança por resultados. Mas, elas não são diretas da chefia, mas do compromisso que a pessoa assume com a atividade que desempenha. As mídias se tornam aliadas de quem quer desenvolver um bom trabalho e, consequentemente, de quem quer evoluir e crescer com elas.

O que se pode aprender com a antiga geração? E o contrário?

De que o aperfeiçoamento é necessário e que os valores são únicos. Já os mais velhos aprendem a se “restaurar” diariamente, senão ficam para trás.

MultiTV

Galera,
como trabalho da Juliana Fontanella, eu e a Nayara entrevistamos o pessoal da MultiTv Maringá.
Estou colocando abaixo as entrevistas na ítegra do editor e produtor, Edson Tarram e do repórter e apresentador, Giuliano Biondi.



Edson Tarram - Editor e Produtor

1- Qual o perfil do apresentador de televisão que se espera nos próximos cinco anos?

Penso que não só na profissão de apresentador como em tudo, o perfil será cada vez mais de uma pessoa sintetizada, polivalente e extremamente relacional, hoje o que as empresa não buscam; são pessoas problemas.


2- Em um ambiente de trabalho, qual o ideal... Um jornalista mais velho, junto com outros mais novos? Ou somente os recém-formados? Que tipo de conhecimento você considera importante que um funcionário da sua equipe tenha? O que não deve mudar nos pensamentos e no dia-a-dia de um jornalista?

A experiência ou o capital intelectual é o fundamental dentro de uma empresa, os novos precisam adquirir experiência e essas pessoas tem que estarem lá para passarem isso. O que precisa é ter funcionários experientes, comprometidos, proativos para lidarem com a transição dos que chegam.. Na verdade ter conhecimento um pouco sobre tudo é muito importante, mostra que você esta vivendo o momento, mas especificamente o que eu penso que seja importante, além do básico que é adquirido dentro de uma instituição de ensino para desenvolver a profissão, é comprometimento, determinação e boa vontade. Acredito que um jornalista deva defender sempre a bandeira ética e seja consciente de seu papel na consolidação da democracia e preservação dos direitos sejam eles constitucionais ou morais.

3- Com a multimídia, a tecnologia, cada vez mais avançadas, sua rotina de trabalho mudou? Você teve que desenvolver novas habilidades?

Sim. a mudança houve e foi para melhor, penso que com o advento da T.I. quadriplicando a velocidade da informação as habilidades tiveram que serem revistas e muitas serem readaptadas. Uma das habilidades que eu acho que veio com essa nova forma foi a velocidade de receber e processar essa quantidade de informação, o que é relevante ou não no momento.

4- As pautas atuais são mais complexas do que as produzidas há dez anos?

As pautas continuam as mesmas, o que mudou foi a forma de abordagem e a linguagem com qual você transmite as informações.

5- Você acredita que o jornalismo de opinião vai voltar a ser tendência como já foi um dia?

Acredito que vai voltar sim, aliás acho que continua ainda sendo, quantos blogs e páginas de internet de jornalistas e tantos outros profissionais que difundem idéias e conceitos existem atualmente? com o advento da internet que coloca o mundo dentro da sua casa e você em contato com o mundo, perceba que nunca tantas opiniões entraram dentro da sua casa... acho que passamos por uma verdadeira transformação ideológica e conceitual na nossa sociedade.. só que não paramos para perceber isso.


Giuliano Biondi - Repórter e Apresentador

1 - Com a mudança nos multimídias, na tecnologia, você tem produzido mais?

As multimídias e as tecnologias sempre nos ajudam a produzir mais, pois você encontra coisas importantes e sempre complementam o trabalho em qualquer circunstância. Mas temos que ter um pouco de senso para não ficar só utilizando essas novas formas, pois podemos dar uma bola fora e assim prejudicar o trabalho de tempos.

2 - Você acredita que é preciso estar sempre se atualizando para não deixar a desejar nas suas produções?

Com certeza, atualizar é mais que obrigação no mundo de hoje, principalmente para quem trabalha com meios de comunicação, se você fica sempre na mesma você vai se tornar mais um no meio, e assim acaba ficando para traz. Hoje ainda existe pessoas que gostam de dizer a famosa frase “ no meu tempo se fazia assim”, bem em algumas situações ajuda, mas nem sempre, então atualizar-se é muito importante em todas as áreas e principalmente para a nossa vida, não podemos ficar para traz, e assim sempre estaremos interados. É difícil saber de tudo, mas pelo menos um pouco mais do básico já ajuda e muito.

3 - Acredita que seu conhecimento é suficiente? Ou que pode aprender mais com as novas gerações?

Bem eu sou novo ainda, tenho 25 anos e acabei de me formar, mas acredito que conhecimento nunca é de mais, e sim é essencial para aprimorarmos, e acredito que sempre vamos aprender com novas gerações, pois sempre a cuca fresca ajuda a ver coisas que não conseguimos enxergar às vezes.

4 - Na sua opinião é possível aprender com os mais velhos, que já estão no mercado a mais tempo?

Com certeza, a experiência ajuda demais, pois nunca sabemos de tudo, e assim podemos corrigir erros que cometemos, e os mais experientes e não mais velhos, sempre enxergam as coisas de uma forma mais correta do que achamos q esteja. O que pode atrapalhar são os vícios de pessoas mais experientes que podem tratar certas coisa como insubstituíveis, ou como verdades absolutas, daí vem a nosso discernimento de colocar nosso conhecimento e mesmo que seja pouca, mas nossa experiência.

Depois da apresentação eu coloco o fanzine aqui também.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Modelo - Jornal Informação Zona 7

Modelo de jornal criado por Diego Fernandes, Francisco Júnior, Letícia Nogarolli e Luiz Henrique Alves.


Jornal Faculdades Maringá

sábado, 5 de dezembro de 2009

ENTREVISTANDO A VOVÓ

“Nunca perdi um baile”, disse Lourdes Bento Melges, 76 anos, três filhos, 14 netos e dois bisnetos. Nasceu em São Paulo, capital e veio para o Paraná com 23 anos, casada com Pedro Melges.
O sorriso surge em seu rosto quando conta as histórias da adolescência. Aos quatorze anos, junto com a amigas, na semana do fim de ano, saía pela rua cumprimentando a todos que encontrava, para desejar um feliz ano novo.
Na época, as pessoas tinham um costume de dar dinheiro para as crianças quando eram cumprimentadas. “Eu já ia com a mão esticadinha”. Com esse dinheiro ela e as amigas iam viajar de bonde até Indianópolis ou Moema. Ressalta que hoje em dia, ninguém deseja um feliz ano novo, a não ser entre os parentes.
Com dezessete anos, numa visita a casa da tia, conheceu seu marido, hoje falecido, Pedro Melges. “Depois de uma semana, ele apareceu na minha casa, pedindo minha mão em namoro... nem lembrava o nome dele”. Conta que naquela época, era tudo formalmente decidido entre família. Não importava se a pessoa queria namorar, se a famíla concordasse era o suficiente.
Lourdes afirma que não gostava muito de Pedro, principalmente por que ele trabalhava e viajava muito para o Paraná. Às vezes ficava até seis meses longe, se correspondendo por cartas. Telefone existia, mas era só para os ricos.
Mesmo noiva continuava indo aos bailes de quadrilha e carnaval, que na época eram realizados no salão social da fábrica onde trabalhava. “Naquele tempo as pessoas trabalhavam e se aposentavam nas fábricas, hoje nem emprego tem”.
Chegou a a arranjar um namorado, chamado Celso. “Eu escondia a aliança de noivado com vários anéis, e ele me perguntava se eu gostava mesmo de todos” disse sorrindo. Mas uma amiga me descobriu e eu tive que terminar o namoro.
Rompeu o noivado com Pedro durante um tempo e arrumou outro namorado, chamado Antônio. Não sabia no que ele trabalhava, mas foi a pessoa de quem mais gostou. “As festas com ele eram animadas, eu chegava de madrugada, nos braços dele”.
A mãe de Lourdes, Felizbina, não concordava com o namoro. Retrucava que “Chegar carregada nos braços do namorado, estando os dois bêbados, não era sinal de romantismo”. Durante o namoro, que durou pouco, Felizbina faleceu e Lourdes cumpriu o prometido e terminou com Antônio.
Voltou a namorar Pedro, com quem se casou. Vieram para o Paraná e foram morar na Fazenda Maragogipe, em Jaguapitã. Pedro trabalhava como classificador de café e Lourdes como dona de casa.
Quando perguntada sobre uma paixão, respondeu “Macarronada... mas não posso comer... o médico proibiu... mas eu como, nem escondo... o que não mata, engorda ” mostrando o sorriso maroto.
Diz que não se arrepende de nada do que fez e que faria tudo novamente, só não ajudaria tanto as pessoas, principalmente os filhos. “Eu preciso de uma dentadura nova, meu filho tem uma fazenda e diz que não pode comprar... tomara que os dentes dos bois deles caiam todos”, praguejou gargalhando.

Lourdes (à esquerda)

André L. Scarate

Porque tenho orgulho de meu pai


Não haveria pessoa mais ideal para eu homenagear do que o meu pai. Poucas pessoas são capazes de criar oito filhos e dois netos com dignidade e qualidade de vida. Nascido em Ribeirão Preto em 10 de agosto de 1938, meu pai é filho de uma mineira com um baiano, que para melhorar de vida, foi à pé da Bahia para São Paulo, numa viagem que durou seis meses.
Aos sete anos, meu pai teve sarampo e ficou quinze dias internado em Curitiba. Sua família morava em Ribeirão Claro, interior do Paraná. Por causa da doença, ficou provisoriamente com perda do tato e de todos os pelos do corpo.
Depois de recuperado, meu pai se tornou um menino muito ativo. Na fazenda em que morava, era considerado o grande perito do estilingue. As galinhas que matou do vizinho lhe renderam uma surra de sua mãe, Iraci.
Desde pequeno meu pai trabalhou para ajudar no orçamento familiar. Aos 10 anos, atravessava a mata para levar comida para os trabalhadores. Durante sua vida, meu pai foi carpinteiro, auxiliar de tintureiro (por esse motivo é a pessoa que melhor passa roupa em casa) trabalhou em navios da marinha, e em várias profissões que você possa imaginar.
Meu pai entrou na Eletropaulo como carpinteiro, mas o bom serviço fez com que se tornasse o primeiro encarregado de sessão negro da empresa. Foi na Eletropaulo que ele conheceu a luta sindical de que tanto se empenhava.
Durante mais de 20 anos, meu pai acordou às 4 da manhã para ir trabalhar sem sequer reclamar um dia.
Fale sobre qualquer assunto com meu pai, que ele conta uma história.
Eu nunca o enxerguei como um super herói. Na verdade, os defeitos de meu pai são bastante evidentes, mas ele é uma pessoa de quem eu tenho muito orgulho.
Alfredo Pinto da Silva não é um nome que está nos livros de história, mas é um nome que está no coração de todos que o conhece.

Michele Silva

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Faça o bem sem olhar a quem

Dona Conceição é uma senhora de classe. Natural de Portugal, sempre apreciou as iguarias do país europeu. Para ela, não há nada melhor que um farto bacalhau, com azeitonas pretas e o azeite mais caro.
Para o almoço de domingo, que iria reunir suas amigas da alta sociedade, Conceição foi até o Mercadão Municipal comprar suas caras especiarias.
Chegando lá, foi abordada por um jovem. Ele era mais magro que o normal, vestia roupas rasgadas e cheirava a quem não via um chuveiro há dias. Ele pediu a ela que lhe ajudasse doando algum alimento, uma pequena fruta que fosse. O jovem estava desnutrido, faminto.
Conceição, com seu temperamento forte, não pensou duas vezes e disse ao rapaz que não iria ajudá-lo, que ele deveria era procurar um emprego. E pensou: “Imagine só, meu dinheiro é para comprar os ingredientes do almoço. Preciso impressionar minha amigas!”.
Ao sair do mercadão, Conceição caminha lentamente sentido ao seu carro, quando de repente começa a passar mal e suar frio. Quando está prestes a desmaiar, o jovem rapaz, que observava tudo de longe, correu para ajudá-la.
Ele segurou as mãos dela, disse que ficaria tudo bem. Chamou uma ambulância e a acompanhou até o hospital. Não foi embora de lá enquanto não a visse bem.
Conceição ficou entre a vida e a morte, e se não fosse a ajuda do rapaz, ela provavelmente teria morrido. Ela acordou chamando o rapaz e disse a ele que ela seria eternamente grata por ter salvado a vida dela, que ela lhe daria abrigo, comida e roupas limpas. Disse também que não entendeu sua atitude, porque ela lhe havia negado ajuda. O jovem então respondeu: “Antes da minha mãe falecer, disse que se eu ajudasse as pessoas sem esperar nada em troca. Se eu desejasse o bem mesmo a aqueles que não se importam comigo, eu seria recompensado”.

Mariana Ranzani